O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) prorrogou em 12 meses a validade da primeira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU). A decisão foi publicada nesta quinta-feira (5) em edital no Diário Oficial da União e amplia o horizonte temporal para que órgãos federais convoquem candidatos aprovados no certame.
Prazo e alcance da prorrogação
Com a prorrogação, o governo federal passa a dispor de mais um ano para realizar convocações a partir do cadastro de aprovados. Para os cargos que não exigem curso de formação — cuja homologação ocorreu em 7 de março de 2025 — a validade foi estendida até 6 de março de 2027.
Para as carreiras que demandam curso de formação ou prova didática, a nova vigência é diferenciada conforme a data de homologação do resultado final de cada cargo. Nesses casos, os prazos atualizados variam entre abril e setembro de 2027.
A prorrogação alcança praticamente todos os cargos da primeira edição do CNU. A única exceção apontada no edital é o cargo de Analista em Tecnologia da Informação (ATI), cujo cadastro de reserva, segundo o ministério, já teve todos os aprovados convocados.
Como afetará as convocações
Na prática, a medida cria mais tempo para que órgãos federais chamem candidatos aprovados tanto para preenchimento de vagas imediatas quanto para repor quadro ou atender novas autorizações de provimento durante o período de validade do concurso.
O edital publicado pelo MGI traz tabelas detalhando os cargos incluídos na prorrogação, organizados por blocos temáticos. Para cada posição são informados o órgão responsável, a denominação do cargo, a especialidade ou área de formação exigida, o código do cargo constante no edital e, nos casos que exigem curso de formação, a nova data final de vigência do concurso.
Contexto do CNU
A primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado foi realizada em 2024 e ofereceu cerca de 6.640 vagas em 21 órgãos públicos, distribuídas em oito editais — um para cada bloco temático. O CNU estruturou os cargos em oito blocos: Infraestrutura, Exatas e Engenharias; Tecnologia, Dados e Informação; Ambiental, Agrário e Biológicas; Trabalho e Saúde do Servidor; Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos; Setores Econômicos e Regulação; Gestão Governamental e Administração Pública; e Nível Intermediário.
A segunda edição, em 2025, reuniu 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais entre R$ 4 mil e R$ 16 mil. As listas de classificação para vagas imediatas e as listas de espera foram publicadas em fevereiro.
As informações oficiais e as tabelas com as novas datas de vigência estão disponíveis no edital divulgado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
Com informações de G1




