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sábado, outubro 24, 2026

Remuneração inicial média de professores estaduais foi R$ 6.212,36 em 2025; MS teve maior salário inicial

Um levantamento do Movimento Profissão Docente apontou que, em 2025, a remuneração inicial média dos professores das redes estaduais que cumpriam jornada de 40 horas semanais foi de R$ 6.212,36, sem considerar gratificações ou outras vantagens. Esse montante equivale a 4,09 salários mínimos e a 128% do piso nacional do magistério.

O estudo, intitulado “Planos de Carreira e Remuneração do Magistério das Redes Públicas Estaduais 2025” e divulgado na terça-feira (3), revela grande variação entre os estados. No topo da tabela, o Mato Grosso do Sul registrou o maior salário inicial para docentes com licenciatura e jornada de 40 horas: R$ 13.007,12 em 2025. Já o Rio de Janeiro apresentou o menor valor inicial para a mesma jornada, R$ 4.867,77, correspondente ao piso do magistério naquele ano.

Segundo a pesquisa, as políticas estaduais sobre salário-base, gratificações e adicionais diferem entre as unidades da federação e também conforme o modelo de remuneração adotado, o que influencia o total bruto pago aos profissionais. Em alguns estados, a inclusão de gratificações eleva o salário inicial: em Goiás, por exemplo, o vencimento pode chegar a R$ 7.160,49 quando são contabilizadas gratificações e vantagens, um acréscimo de cerca de R$ 2 mil.

Os dados foram obtidos por meio de uma pesquisa legislativa detalhada e validados por 20 secretarias estaduais de educação. Para permitir a comparação entre redes com jornadas distintas, foram feitos ajustes para jornadas inferiores a 40 horas. O levantamento também considerou abonos concedidos para garantir o piso nacional do magistério ou o piso estabelecido em âmbito estadual.

A publicação trouxe ainda informações sobre remuneração no fim da carreira. A média da remuneração máxima, sem gratificações, entre professores de redes estaduais foi de R$ 9.338,16. Os valores finais variaram de R$ 5.090,10 no Piauí a R$ 26.586,54 no Mato Grosso do Sul. O estudo ressalta que, quando há gratificações e outras vantagens, os valores podem ser maiores. Adicionais por tempo de serviço oferecidos em alguns estados não foram considerados na composição da remuneração final apresentada.

Regimes de remuneração

O levantamento descreve os dois modelos de pagamento adotados pelas redes estaduais: vencimento e subsídio. No regime de vencimento, o salário básico definido em lei pode ser acrescido de parcelas como adicionais por tempo de serviço e gratificações por titulação. Já o subsídio corresponde a um valor único pago em parcela única, que abrange eventuais adicionais e gratificações, sem discriminação de componentes no contracheque.

Atualmente, a pesquisa informa que apenas seis estados utilizam o subsídio: Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo. O estudo do Movimento Profissão Docente defende que o subsídio traz maior transparência ao sistema remuneratório e pode ser mais atraente para quem ingressa na carreira, por oferecer clareza sobre o valor recebido.

O relatório também menciona o reajuste do piso nacional, com o salário dos professores previsto em R$ 5.130,63 para 2026.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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