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sábado, outubro 24, 2026

Petróleo sobe quase 30% na semana com paralisação de tráfego no Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo registraram alta expressiva nesta semana, com avanço de quase 30%, diante da crise no Oriente Médio que interrompeu parte dos fluxos de petróleo do Golfo Pérsico.

O barril de Brent do Mar do Norte fechou nesta sexta-feira (6) em 92,69 dólares, o que representa um aumento superior a 8% em relação à quinta-feira e de 27,88% no acumulado da semana. O equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), encerrou a sessão em 90,90 dólares, alta de mais de 12% no dia e de 35,63% na semana.

Em poucas sessões os preços subiram mais de 20 dólares por barril, e desde o início do ano o aumento já supera os 30 dólares por barril.

Analistas ouvidos pela AFP alertaram para a gravidade do movimento. Ole R. Hvalbye, do SEB, disse ter visto situações semelhantes antes, mas que a intensidade atual está atingindo níveis dramáticos e que as consequências de longo prazo, como o risco de recessão, são motivo de preocupação.

A escalada dos preços ganhou força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exigiu a “capitulação” do Irã — importante produtor de petróleo. O conflito no Oriente Médio levou, sobretudo, à paralisação do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo bruto.

Economistas do JPMorgan assinalaram que o mercado passou de uma avaliação puramente geopolítica para considerar também interrupções operacionais concretas. Giovanni Staunovo, analista do UBS, afirmou que a cada dia em que o Estreito de Ormuz permanece fechado a tensão no mercado petrolífero aumenta.

Algumas medidas já estão em curso para lidar com a redução de oferta. Segundo o JPMorgan, o Iraque diminuiu seu fornecimento em cerca de 1,5 milhão de barris por dia, enquanto o Kuwait enfrenta limites de armazenamento e, na prática, vem reduzindo grande parte de sua capacidade de refino destinada à exportação. Para evitar falta de combustível, a China pediu às suas refinarias maiores que suspendam exportações de diesel e gasolina, segundo a agência Bloomberg.

Na quinta-feira, o governo dos Estados Unidos autorizou por um mês o fornecimento à Índia de petróleo russo sujeito a sanções, medida tomada diante do impacto do conflito no abastecimento indiano. O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que a Marinha americana escoltará navios mercantes que tentarem cruzar o Estreito de Ormuz “assim que for razoável”.

Consultorias apontam que, mesmo com ações para restabelecer parte do tráfego, o fluxo dificilmente retornará ao nível anterior ao conflito. Jason Gabelman, da TD Cowen, considerou até agora a reação do mercado moderada graças a estoques que poderiam suprir a demanda por até um mês caso o Estreito ficasse completamente fechado.

O cenário de interrupção nas rotas de exportação e a série de medidas adotadas por países e empresas continuam sendo acompanhados de perto pelos mercados internacionais.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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