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sábado, novembro 7, 2026

Testemunhas dizem que

Testemunhos em tribunal apontam ineficácia de ferramentas de proteção a adolescentes

Testemunhas afirmaram nesta terça-feira (25) que a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, tinha conhecimento de que recursos do Instagram voltados à proteção de menores não funcionavam adequadamente. Os depoimentos fazem parte de um julgamento na Califórnia em que 29 estados dos EUA acusam a empresa de minimizar os riscos das suas plataformas.

Documentos internos apresentados ao júri mostram que a opção que permite ao usuário configurar lembretes para interromper a rolagem da tela teve uma taxa de adesão de 1,8%. O modo que silencia notificações à noite foi ativado por 8,7% dos usuários, segundo os registros exibidos em tribunal.

Francesco Fogu, diretor de design de produto do Instagram, esteve sob interrogatório e disse não poder confirmar os percentuais apresentados, mas reconheceu que a companhia “sabia que as taxas de adoção seriam menores” caso as ferramentas não viessem ativadas por padrão. A juíza Yvonne Rogers, responsável por proferir a decisão com base no veredito do júri, demonstrou surpresa com a falta de familiaridade de Fogu com os dados internos.

Ex-funcionários também relataram problemas com os recursos. Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta, declarou que, em sua experiência, a função “Take a Break” foi projetada para fracassar. O cientista de dados George Volichenko, que trabalhou em recursos de segurança do Instagram em 2022 e 2023, afirmou que as taxas de adoção eram “muito baixas e decepcionantes” e descreveu a liderança da empresa como pouco empenhada em incentivar o uso das funcionalidades.

Volichenko disse ainda que a diretoria não autorizou ativar por padrão o modo silencioso para adolescentes mais jovens, o que dificultou a adoção porque a função ficava de difícil localização no aplicativo. Segundo ele, activar essas proteções por padrão teria “um impacto negativo considerável” na interação dos usuários.

O processo, que deve se estender até o fim de setembro, faz parte de uma ação coletiva de 29 estados que acusam a Meta de projetar produtos que viciam crianças e de coletar dados pessoais. A empresa, com mais de 3 bilhões de usuários no mundo, baseia seu modelo de negócios na venda de publicidade e obtém maior lucro quanto mais tempo os usuários permanecem nas plataformas.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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