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sábado, novembro 7, 2026

Departamento de Justiça dos EUA diz ter interrompido operação de hackers ligada à China que mirava agências como NASA e Senado

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira (26) que desmantelou uma campanha de invasões cibernéticas atribuída a um grupo ligado à China, cujo alvo incluiu sistemas do próprio Judiciário, da NASA, do Federal Reserve, do Senado e outras importantes instituições governamentais.

Segundo o comunicado das autoridades americanas, foram apreendidos os domínios de duas plataformas usadas para as invasões, identificadas como QScan e QTRouter. As ferramentas, segundo o processo apresentado à Justiça, integravam a infraestrutura operacional dos atacantes.

O documento judicial enumera como vítimas, além das já mencionadas, o Departamento de Energia dos EUA, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e quatro empresas — sem identificação — localizadas nos Estados Unidos e na Coreia do Sul.

As autoridades americanas afirmam que as plataformas eram geridas pela empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company. Em comunicado ao processo, o governo dos EUA aponta que clientes da firma teriam incluído o Ministério da Segurança do Estado da China, responsável pela inteligência civil, e o Exército de Libertação Popular.

A embaixada chinesa em Washington e a Nanjing Xinjiuwei não responderam imediatamente a pedidos de comentário feitos pela Reuters fora do horário comercial, segundo as informações divulgadas.

O registro oficial descreve uma série de tentativas de intrusão que remontam a pelo menos 2018, com variações no nível de acesso obtido pelos atacantes. Em agosto de 2019, por exemplo, houve uma tentativa malsucedida de explorar uma vulnerabilidade em um sistema remoto da NASA. Em setembro de 2024, o relatório afirma que invasores conseguiram acessar sistemas de três laboratórios do Departamento de Energia, dos Institutos Nacionais de Saúde, de uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos e de uma fabricante americana de equipamentos de segurança.

O Departamento de Justiça informou ainda que órgãos e empresas listados como alvos foram notificados; representantes dessas entidades não responderam de imediato aos pedidos de esclarecimento das autoridades.

Especialistas que acompanham ataques atribuídos a grupos chineses avaliam que empresas privadas frequentemente prestam serviços de intrusão a órgãos do governo da China. Em relatório recente, o FBI disse ao Congresso que invasores tinham obtido acesso a redes governamentais relacionadas a investigações da agência; reportagens posteriores ligaram essas ações à China. Nos anos anteriores, grupos vinculados ao país também foram associados a invasões contra comissões da Câmara dos EUA e grandes operadoras de telecomunicações.

Dakota Cary, analista da SentinelOne sobre a China, destacou que, na última década, cresceu significativamente o número de empresas que oferecem serviços especializados em ofensiva cibernética.

As investigações e os procedimentos legais relacionados à operação e à apreensão das plataformas seguem em andamento.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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