Nvidia registra salto de 126% no lucro do 2º trimestre fiscal
A fabricante americana de semicondutores Nvidia divulgou resultados do segundo trimestre de seu exercício fiscal com lucro líquido de US$ 59,7 bilhões (R$ 307,5 bilhões), montante 126% superior ao apurado no mesmo período do ano anterior. O desempenho superou as estimativas do mercado, segundo comunicado divulgado na quarta-feira (26).
O lucro por ação ficou em US$ 2,22 (R$ 11,44), acima da projeção de US$ 2,09 (R$ 10,77) calculada por analistas consultados pela FactSet. A receita da empresa alcançou US$ 96,2 bilhões, alta de 106% na comparação anual.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, atribuiu o avanço à forte demanda por produtos relacionados à inteligência artificial (IA). “A IA atingiu seu ponto de inflexão. Está fazendo um trabalho útil. Seus tokens são produtivos e rentáveis”, afirmou Huang, e acrescentou que “a demanda está acelerando. A expansão da infraestrutura de IA avança a todo vapor”.
Apesar dos resultados robustos, as ações da companhia registraram queda de 0,27% no pós-fechamento do pregão, segundo informações divulgadas pela empresa. Para analistas, os números elevados colocam expectativa alta sobre a capacidade de a Nvidia manter o ritmo de expansão.
O analista Jacob Bourne, da eMarketer, apontou que o resultado reflete o nível elevado de exigência do mercado: “Isso mostra o quão alto está o sarrafo”. Entre as preocupações citadas pelo mercado estão dúvidas sobre a sustentabilidade do crescimento e sobre o impacto dos investimentos que a Nvidia direciona para estruturas que possibilitam aos clientes ampliar seus investimentos em IA.
Especialistas ouvidos pelo mercado também observaram que parte da demanda pode estar sendo inflada por esses investimentos em infraestrutura para IA, embora a empresa continue sendo, no momento, a de maior valor de mercado do mundo.
Os números divulgados pela Nvidia consolidam o papel da empresa como fornecedora-chave para o avanço de aplicações de IA, ao mesmo tempo em que aumentam o escrutínio sobre sua capacidade de sustentar margens elevadas e crescimento acelerado nos próximos trimestres.
Com informações de G1




