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sexta-feira, setembro 11, 2026

Influenciador é preso por se passar por mulher em “golpe do amor” e causar prejuízo de R$ 207.604,55

Uma investigação sobre o chamado “golpe do amor” resultou na prisão preventiva do influenciador Luís Felipe de Oliveira, conhecido nas redes como Felipe Heystee, após denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo. A medida foi decretada no fim da última semana pela 1ª Vara Criminal de Cotia, que também ordenou o bloqueio e o sequestro de valores até o montante do dano alegado.

Segundo a denúncia apresentada pelo promotor Renan Mendes Rodríguez, o investigado teria criado um perfil falso em nome de “Luana” para manter um relacionamento virtual com a vítima. As conversas, transferidas para o WhatsApp, teriam se estendido de maio de 2022 a agosto de 2024, período em que o homem realizou diversas transferências bancárias e pagamentos que totalizam R$ 207.604,55.

Como ocorreu o golpe

O Ministério Público afirma que o suspeito aproveitou a fragilidade emocional da vítima para obter vantagens financeiras. Parte dos valores foi depositada em contas atribuídas ao próprio investigado; outros repasses teriam sido feitos a terceiros indicados por ele, incluindo transferências ao pai do denunciado. Entre as justificativas usadas para solicitar dinheiro constam custos com suposta assessoria jurídica e até despesas com entrega de alimentos.

Alcance do investigado nas redes

O processo ressalta também o alcance online do influenciador: cerca de 2,3 milhões de seguidores no TikTok e mais de 1,4 milhão no Instagram. Conforme a denúncia, Felipe Heystee não apenas produz conteúdo, mas também teria divulgado vídeos ensinando métodos para obter recursos por meio de fraudes eletrônicas, fato que, segundo o promotor, agravaria o risco à ordem pública e justificaria a prisão preventiva.

Indícios e procedimentos

O material reunido nas investigações inclui boletins de ocorrência, depoimentos, capturas de tela de conversas, extratos bancários e comprovantes de transferência. O Ministério Público aponta indícios de que o investigado teria praticado estelionatos continuados, sempre com o mesmo método associado ao golpe do amor, e solicitou que, em caso de condenação, seja fixada reparação mínima no valor equivalente ao prejuízo sofrido pela vítima.

O caso veio à tona quando a vítima descobriu, após anos de contato, que a pessoa com quem mantinha relacionamento virtual não existia e que o perfil pertencia ao influenciador. O homem registrou representação criminal e ingressou com ação judicial de indenização; na esfera cível, a Justiça já reconheceu os fatos descritos, apontando o uso de identidade falsa, pedidos reiterados de dinheiro com justificativas inexistentes e o prejuízo superior a R$ 207 mil.

Na esfera criminal, o investigado pode responder por estelionato qualificado por fraude eletrônica, praticado de forma continuada, e, além da pena prevista no Código Penal, ser obrigado a devolver integralmente os valores obtidos por meio do esquema.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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