A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na sexta-feira, 4 de setembro de 2026. O resultado, que ocorre quando as exportações superam as importações, representa alta de 23,8% na comparação com agosto de 2025, quando o saldo foi de US$ 5,97 bilhões. Também foi o maior superávit para o mês de agosto desde 2023, quando o país registrou US$ 9,63 bilhões.
Segundo o MDIC, as exportações somaram US$ 33,15 bilhões em agosto, com aumento de 12,2% pela média diária. As importações totalizaram US$ 25,76 bilhões, alta de 9,2% pela mesma base de comparação.
Entre os principais produtos exportados no mês, destacaram-se: óleos brutos de petróleo, com US$ 4,82 bilhões e alta de 18%; soja, US$ 4,41 bilhões e avanço de 14%; minério de ferro, US$ 2,35 bilhões e queda de 10,8%; café não torrado, US$ 1,1 bilhão e aumento de 24,1%; e milho não moído, com US$ 1 bilhão e recuo de 25,3%.
No intercâmbio com os Estados Unidos, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 824 milhões em agosto. As exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 3,19 bilhões, aumento de 12,1% no mês, enquanto as importações americanas atingiram US$ 4,01 bilhões, alta de 1,1%.
Em junho, os Estados Unidos aplicaram sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas que oneram ou restringem o comércio com a economia norte-americana. No mesmo mês foi anunciado um adicional relacionado à fiscalização de importações produzidas com trabalho forçado, medida que atinge cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Juntas, as sobretaxas podem chegar a 37,5%.
Os principais destinos das exportações brasileiras em agosto tiveram comportamento diverso: China, US$ 8,34 bilhões (queda de 10,9%); União Europeia, US$ 5,8 bilhões (alta de 46,4%); Estados Unidos, US$ 3,19 bilhões (alta de 12,1%); Mercosul, US$ 2,1 bilhões (queda de 5,1%); Asean, US$ 2,1 bilhões (recuo de 7,1%); África, US$ 1,67 bilhão (alta de 20,5%); Oriente Médio, US$ 1,4 bilhão (alta de 12,6%); e México, US$ 848 milhões (crescimento de 8%).
No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 55,3 bilhões, aumento de 28,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de US$ 43,2 bilhões. As exportações somaram US$ 250,85 bilhões no período, alta de 10,3% pela média diária, e as importações atingiram US$ 195,53 bilhões, com aumento de 6,1% pela média diária.
No acumulado de janeiro a agosto, o déficit comercial do Brasil com os Estados Unidos chegou a US$ 3,21 bilhões, conforme dados oficiais do MDIC.
O governo divulgou os números por meio do MDIC, que consolida os fluxos comerciais do país.
Com informações de G1




