O dólar comercial iniciou a sessão desta terça-feira (9) em alta de 0,09%, negociado a R$ 5,0903 por volta das 9h. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, estavam programadas para começar às 10h.
O movimento de valorização da moeda brasileira ocorreu em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e à subida do preço do petróleo no mercado internacional. A commodity ultrapassou a faixa de US$ 100 pela primeira vez desde 24 de julho, refletindo preocupações sobre a oferta global.
Perto das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, avançava 2,74%, cotado a US$ 100,60; já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, subia 2,36%, para US$ 95,23 o barril. O aumento ocorreu após o exército americano destruir cinco petroleiros iranianos, em retaliação a uma tentativa de ataque contra um navio de guerra dos EUA.
A piora do conflito e ataques recentes — incluindo ofensivas dos Houthis a instalações na Arábia Saudita e incidentes com navios no Mar Vermelho — reacenderam apreensões sobre o fluxo de petróleo, que pode afetar rotas alternativas ao Estreito de Ormuz e reduzir a oferta global.
As incertezas no cenário internacional também impactaram as expectativas sobre política monetária: investidores atribuíram cerca de 60% de probabilidade a uma nova alta de juros nos Estados Unidos ainda neste mês, segundo o CME Group. Alterações na política de juros norte-americana têm efeitos sobre o câmbio e podem influenciar a manutenção da Selic em patamar elevado no Brasil.
No âmbito doméstico, o mercado permanece atento ao calendário eleitoral: a partir de quarta-feira (9) começa o prazo para que candidatos, partidos, federações e coligações apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial da campanha. Levantamento do g1 indica que os presidenciáveis já gastaram R$ 74 milhões nas campanhas.
Indicadores acumulados divulgados para o período mostram que o dólar registra no ano recuo de 7,34%, com variação acumulada na semana de -0,86% e no mês de -1,81%. O Ibovespa, por sua vez, apresenta alta acumulada no ano de 16,29%, com ganho na semana de 1,20% e no mês de 5,65%.
As principais bolsas da Ásia tiveram resultados mistos: índices de Xangai e Shenzhen exibiram leve alta, enquanto Hong Kong ficou estável; Japão e Coreia do Sul registraram comportamento divergente nos pregões locais.
A evolução do conflito entre Estados Unidos e Irã, assim como os desdobramentos no mercado de petróleo, seguem como fatores centrais para o comportamento do câmbio, dos juros e das bolsas globais nos próximos dias.
Com informações de G1




