Quem e quanto
Do total levantado pelo BC, R$ 4,25 bilhões destinam-se a 23,57 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,40 bilhão está ligado a cerca de 2,19 milhões de empresas. O estoque aumentou em relação a junho, quando havia R$ 5,12 bilhões registrados.
Como consultar e solicitar o resgate
A verificação é gratuita e é feita pelo Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Pessoas físicas devem informar CPF e data de nascimento; empresas, CNPJ e demais dados solicitados pelo sistema. Caso haja valores, o solicitante precisa acessar o SVR com conta Gov.br de nível prata ou ouro para prosseguir com o pedido.
O procedimento inclui: acessar o SVR; informar CPF e data de nascimento ou CNPJ; verificar existência de valores; entrar com conta Gov.br prata ou ouro; ler e aceitar o termo de responsabilidade; confirmar o valor e a instituição responsável; e solicitar o pagamento conforme as opções oferecidas pelo sistema. Quando disponível a opção “Solicitar por aqui”, o depósito pode ser feito por Pix. Usuários sem Pix ou que não possam utilizá-lo devem seguir as orientações do SVR para contatar diretamente a instituição financeira responsável.
Perfil dos beneficiários e origem dos recursos
A maior parte dos beneficiários tem valores pequenos a receber: 69,45% têm entre R$ 0,01 e R$ 10; 18,97% têm entre R$ 10,01 e R$ 100; 9,35% entre R$ 100,01 e R$ 1.000; e 2,22% com valores superiores a R$ 1.000. Os recursos podem originar-se de saldos em contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito, entre outras causas.
Distribuição por tipo de instituição
Os bancos concentram a maior fatia: R$ 2,38 bilhões. Administradoras de consórcios somam R$ 1,96 bilhão; cooperativas têm R$ 762,7 milhões; instituições de pagamento R$ 353,4 milhões; financeiras R$ 114,6 milhões; corretoras e distribuidoras R$ 69,4 milhões; e outras instituições R$ 4,5 milhões.
Valores já devolvidos
Desde a criação do SVR, o Banco Central devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares. Até julho, aproximadamente R$ 11,9 bilhões foram pagos a pessoas físicas e R$ 4,2 bilhões a empresas. Somando os valores já devolvidos ao montante ainda disponível, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em total. Em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados.
Casos de pessoas falecidas e resgate automático
O SVR permite consultar valores pertencentes a pessoas falecidas; nesse caso, o acesso é restrito a herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, que devem cumprir as exigências do sistema. Desde maio de 2025, pessoas físicas podem optar pelo resgate automático: a adesão é facultativa e exige conta Gov.br prata ou ouro com verificação em duas etapas e uma chave Pix vinculada ao CPF. Após a habilitação, valores elegíveis são depositados automaticamente na conta cadastrada.
Atenção a golpes
O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita apenas pelos canais oficiais. O BC não envia links nem solicita senhas ou dados pessoais relacionados aos valores a receber, nem exige pagamento de taxa. Recomenda-se não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail; não informar senhas ou códigos de autenticação; não efetuar pagamentos para liberar valores; conferir no SVR qual é a instituição responsável pela devolução; e utilizar somente os canais oficiais do Banco Central.
O SVR segue como ferramenta para localizar e devolver recursos esquecidos, com procedimentos específicos para pessoas vivas e para herdeiros quando os titulares estão mortos, e opções que visam a facilitar o resgate, como o depósito por Pix e o resgate automático para quem optar por essa função.
Com informações de Paranaibamais




