Sintomas aparentemente leves, como cansaço fácil, falta de ar ao deitar e dor torácica durante atividade física, merecem avaliação médica, segundo a rede Mater Dei em Uberlândia, que destaca o tema no Setembro Vermelho, mês de conscientização sobre doenças cardiovasculares.
Quais sinais observar
O cardiologista e intensivista Dr. Marcos Gonçalves, que atua nos hospitais Mater Dei Santa Clara e Santa Genoveva, alerta para a importância de não subestimar manifestações graduais. Ele aponta que fadiga persistente, dispneia ao deitar e dor no peito relacionada a esforço costumam ser relatadas tarde pelos pacientes, mas são relevantes para a avaliação cardiológica.
Fatores de risco e prevenção
As doenças cardiovasculares podem evoluir por anos associadas a fatores que nem sempre provocam sintomas. Entre os elementos que aumentam o risco estão hipertensão arterial, alterações nos níveis de colesterol, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar. Identificar esses fatores, estimar o risco individual e adotar medidas de acompanhamento e tratamento são pilares da prevenção.
Conforme as recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as estratégias preventivas incluem o controle da pressão arterial, dos lipídios, do peso corporal, da glicemia e a redução do tabagismo e do sedentarismo. A rede Mater Dei enfatiza que a prevenção exige uma visão global da saúde cardiovascular, com consultas periódicas, hábitos de vida saudáveis e adesão aos tratamentos quando prescritos, não a busca isolada por um exame ou número específico.
Prevenção mesmo quando o acompanhamento começa tarde
Dr. Marcos destaca que muitos pacientes chegam ao consultório após longos períodos sem seguimento, já com fatores de risco instalados. Nesses casos, pode ser necessário intensificar a conduta terapêutica e realizar acompanhamento mais próximo, mas isso não elimina as possibilidades de prevenir eventos futuros. A avaliação médica permite definir quais medidas são mais adequadas para cada pessoa, independentemente da idade ou do momento em que se inicia o acompanhamento.
Lições da terapia intensiva
Ao atuar também em unidade coronariana e em terapia intensiva, o médico observa que a experiência em ambientes críticos reforça a necessidade de decisões rápidas e bem orientadas. Essa postura, aplicada à prevenção, traduz-se em identificar sinais relevantes, avaliar riscos e estabelecer condutas claras antes que a condição do paciente piore.
A mensagem central do Setembro Vermelho, segundo a rede Mater Dei e profissionais envolvidos, é que cuidar do coração envolve reconhecer fatores de risco, atender aos sinais do corpo e procurar acompanhamento médico cedo, para evitar que problemas se tornem emergências.
Com informações de Uberlandianofoco




