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Brent volta a subir acima de US$ 100 após incidentes no Estreito de Ormuz
O barril do petróleo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 (aproximadamente R$ 515,90) após relatos de ataques a navios petroleiros nas imediações do Estreito de Ormuz. Diversos episódios envolvendo forças iranianas e embarcações comerciais foram notificados nesta quarta (11) e quinta-feira (12), incluindo ações na região do Estreito de Ormuz e no entorno do porto de Basra, no Iraque.
As ofensivas elevaram a tensão na região do Golfo, uma área com grande produção de petróleo, e reforçaram o receio de novas interrupções no tráfego marítimo. O Estreito de Ormuz é destacado por especialistas do setor como rota essencial: por ali passa cerca de 20% da produção petrolífera mundial.
Os preços do petróleo já vinham em trajetória de alta no início da semana. Nesta quarta-feira, enquanto os mercados acionários europeus e asiáticos recuaram diante da incerteza gerada pela guerra no Oriente Médio, o West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, subiu 5,91%, para US$ 88,38. O Brent do Mar do Norte avançou 5,05%, atingindo US$ 92,23.
Na terça-feira, por sua vez, as bolsas haviam registrado ganhos e os preços do petróleo caíram depois de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que na segunda-feira afirmou que o conflito terminaria “em breve”. Desde o início do confronto, o preço do petróleo acumulou alta e chegou perto de US$ 120 por barril no começo da semana, em função das perturbações na passagem por Ormuz.
A valorização do petróleo tem impacto direto sobre empresas do setor: a elevação dos preços aumenta receitas, segundo relatórios do mercado, ao mesmo tempo em que pressiona decisões sobre política de preços e contribui para pressões inflacionárias domésticas.
Em resposta à escalada dos preços causada pela guerra no Oriente Médio, os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram nesta quarta-feira (11) em liberar 400 milhões de barris de suas reservas de emergência para tentar conter a alta dos combustíveis. Trata-se da maior liberação coletiva já anunciada pela AIE; o recorde anterior era de 182,7 milhões de barris, mobilizados após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.
As informações sobre os ataques e os efeitos imediatos nos mercados foram divulgadas ao longo dos dias 11 e 12 de março, enquanto autoridades e operadores monitoram a situação no Estreito de Ormuz e nas rotas adjacentes.
Com informações de G1




