O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no Brasil, registrou alta de 0,70% em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (12). Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 3,81%, ante 4,44% no período anterior.
O aumento mensal ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado, que projetava alta de cerca de 0,6% para fevereiro; a estimativa para a variação em 12 meses era de aproximadamente 3,77%.
Educação e transportes puxam inflação
O grupo Educação foi o principal responsável pela elevação do IPCA em fevereiro, com acréscimo de 5,21% nos preços e contribuição de 0,31 ponto percentual para o índice do mês. Segundo o IBGE, os cursos regulares influenciaram fortemente essa pressão, com reajuste de 6,20% — movimento comum no início do ano letivo, quando mensalidades são atualizadas.
Entre itens educacionais, as mensalidades do ensino médio subiram 8,19%, as do ensino fundamental avançaram 8,11% e as da pré-escola tiveram aumento de 7,48%. O grupo Educação representou cerca de 44% do resultado mensal do IPCA.
O segundo maior impacto veio do grupo Transportes, que teve alta de 0,74% e contribuiu com 0,15 ponto percentual para a inflação do mês. Passagens aéreas cresceram 11,4%, enquanto custos relacionados a veículos também subiram: seguro voluntário de automóveis, 5,62%; conserto de veículos, 1,22%; e tarifas de ônibus urbano, 1,14%.
Várias capitais aplicaram reajustes nas tarifas de ônibus no início do ano, entre elas: Fortaleza (20%, em vigor desde 1º de janeiro), Belo Horizonte (8,7%, desde 1º de janeiro), Rio de Janeiro (6,38%, desde 4 de janeiro), Salvador (5,36%, desde 5 de janeiro), São Paulo (6%, desde 6 de janeiro), Vitória (4,16%, a partir de 12 de janeiro), Recife (4,46%, desde 1º de fevereiro) e Porto Alegre (6%, desde 19 de fevereiro).
Em contrapartida, algumas cidades registraram redução nas tarifas de transporte coletivo: Curitiba teve queda de 1,27% devido a tarifa mais baixa em domingos e feriados; em Brasília, a gratuidade nesses dias levou a recuo de 9,54%; em Belém, o item registrou variação de 1,04%.
No metrô, a média nacional ficou estável em fevereiro, mas houve variações locais — queda de 9,54% em Brasília e reajuste de 3,85% em São Paulo, que também elevou tarifas de trem e integrou aumentos na integração entre modais. O serviço de táxi também subiu, influenciado por aumentos em Porto Alegre (4,26%), Salvador (4,53%), Fortaleza (18,70%) e Rio de Janeiro (4,92%).
Entre os combustíveis, a média caiu 0,47% no mês, com gasolina recuando 0,61% e gás veicular caindo 3,10%. Em sentido contrário, o etanol subiu 0,55% e o óleo diesel aumentou 0,23%.
Nos demais grupos pesquisados, as variações em fevereiro oscilaram entre 0,13% em Artigos de residência e 0,59% em Saúde e cuidados pessoais. A distribuição por grupos foi: Alimentação e bebida, 0,26%; Habitação, 0,30%; Artigos de residência, 0,13%; Vestuário, 0,16%; Transportes, 0,74%; Saúde e cuidados pessoais, 0,59%; Despesas pessoais, 0,33%; Educação, 5,21%; Comunicação, 0,15%.
Apesar do avanço das mensalidades, o índice de conclusão do Ensino Médio até 19 anos permanece em 74%.
Com informações de G1




