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segunda-feira, outubro 19, 2026

Augusto Cury diz na Record que quer “aposentar” Lula e detalha propostas sobre Bolsa Família, BNDES, Judiciário e segurança

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) foi o quinto participante da série de sabatinas do Jornal da Record e dedicou grande parte da entrevista a críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de detalhar propostas econômicas e mudanças no Judiciário e na segurança pública. Em tom direto, Cury afirmou que pretende “aposentar” Lula, que disputa a reeleição.

Críticas ao reajuste do Bolsa Família

Cury questionou o aumento de 15% no valor mínimo do Bolsa Família, decretado por Lula na quinta-feira (17), que eleva o piso de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. O candidato afirmou que o índice, calculado com base no INPC acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026, ficou abaixo do necessário e disse que o reajuste deveria ter sido próximo a 30% e concedido no início do ano, não às vésperas da eleição. Durante agenda no Ceagesp, na zona oeste de São Paulo, ele classificou o momento do anúncio como tentativa de capitalizar politicamente o programa: “Nós não podemos usar as dores das pessoas para ganhar voto”, declarou.

Apesar das críticas, Cury afirmou que não pretende extinguir o Bolsa Família. Segundo proposta apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral, beneficiários que conseguirem emprego formal ou se registrarem como microempreendedor individual (MEI) manteriam a garantia de não perder o benefício, com período de transição para quem abrir MEI.

Divisão do BNDES e apoio a micro e pequenas empresas

Uma das promessas de campanha é dividir o BNDES já na primeira semana de eventual governo. A proposta prevê destinar metade dos recursos do banco a micro e pequenas empresas, com taxas de juros entre 4% e 6% ao ano. Cury afirmou que a medida permitiria que beneficiários de programas sociais, moradores de comunidades e estudantes de escolas públicas abrissem seus próprios negócios.

Reforma no Judiciário

Sobre o Supremo Tribunal Federal, o candidato defendeu o fim da vitaliciedade dos ministros e a adoção de mandatos fixos de oito anos. Propôs ainda aumentar a participação de integrantes vindos da magistratura, do Ministério Público e da advocacia na composição do STF, com o objetivo de reduzir influência do Poder Executivo. Questionado se abriria mão do direito de indicar ministros, Cury disse preferir uma reforma constitucional ampla, mas reconheceu que, se a mudança não avançar no Congresso, fará indicações conforme a Constituição vigente: “Eu gostaria que houvesse uma reforma profunda e eu vou lutar por ela até as últimas consequências”, afirmou.

O candidato também defendeu o fim da reeleição para cargos do Poder Executivo, associando o mecanismo à perpetuação de grupos políticos e apontando a alteração como forma de reduzir a polarização.

Propostas de segurança pública

Na área de segurança, Cury defendeu a integração entre polícias Federal, Militar, Civil e guardas municipais para respostas mais rápidas ao crime organizado. Propôs a construção de novas unidades prisionais federais de segurança máxima, com regras mais rígidas de comunicação para lideranças de facções criminosas, e afirmou: “Pior do que o crime organizado é o Estado desorganizado e irresponsável”.

Sobre o uso de drones no combate à violência contra a mulher, proposta que já recebeu críticas, o candidato manteve a ideia como recurso complementar. Ele também planeja ampliar delegacias da mulher com atendimento 24 horas e criar um aplicativo com botão de emergência e localização em tempo real para acionar a unidade policial mais próxima.

Cenário eleitoral e críticas a adversários

Cury afirmou perceber desânimo entre eleitores diante de escândalos políticos recentes e disse que empresários manifestam receio sobre os rumos do país, com alguns querendo deixar o Brasil. Nesse contexto, declarou buscar disputar espaço com os principais polos eleitorais, afirmando que o modelo do governo atual está desgastado e prejudica setores como agricultura, comércio e indústria, além de contribuir para o endividamento das famílias. O candidato também criticou Flávio Bolsonaro, questionando a experiência administrativa do senador.

Ao longo da sabatina, Cury apresentou suas propostas e reafirmou a intenção de promover reformas estruturais caso seja eleito, mantendo o discurso voltado a mudanças na economia, no sistema de justiça e na segurança pública.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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