A estação espacial chinesa Tiangong incorporou uma fritadeira elétrica tipo air fryer projetada especificamente para operar no espaço, segundo reportagem divulgada pela agência estatal Xinhua neste domingo (20). O equipamento faz parte de uma renovação da “cozinha” da estação, que também recebeu um micro-ondas e um sistema de filtragem de água desenvolvidos para uso orbital.
De acordo com Liu Weibo, especialista do Centro de Astronautas da China citado pela Xinhua, a nova air fryer possui um mecanismo para eliminar vapor, o que permite o preparo de alimentos como asas de frango, filés e bolos a bordo. A modernização visa garantir que os taikonautas tenham acesso a refeições quentes prontas em cerca de vinte minutos durante suas estadias no espaço.
O micro-ondas instalado na Tiangong foi projetado para evitar vazamentos e para consumir o mínimo de energia possível ao aquecer os alimentos, segundo as informações divulgadas pelas autoridades chinesas. Além dos eletrodomésticos, o plano nutricional da estação também foi ampliado: a oferta de alimentos passa a seguir um ciclo de cardápio de dez dias com cerca de 200 ingredientes.
Entre os itens disponíveis estão verduras frescas, oleaginosas, bolos e carnes adaptadas para preparo em órbita, além de iogurte que pode ser fermentado diretamente na estação. Essas mudanças integram um esforço para manter a qualidade da alimentação e o bem-estar dos tripulantes durante missões de longa duração.
A Tiangong — cujo nome significa “Palácio Celestial” e que também é referida pela sigla CSS (Chinese Space Station) — foi projetada para funcionar por, pelo menos, dez anos. As autoridades chinesas afirmam que a estação poderá se tornar a única instalação orbital habitada após a aposentadoria prevista da Estação Espacial Internacional (ISS) no final desta década.
Um dos integrantes da missão atual, que chegou à Tiangong em 25 de maio, permanecerá por um ano no espaço como parte de um experimento para investigar os efeitos de uma longa permanência em microgravidade — um passo importante para os planos de Pequim de enviar humanos à Lua antes de 2030. Até então, as permanências na estação vinham sendo, em sua maioria, de cerca de seis meses.
Nos últimos anos, a China ampliou seu programa espacial com iniciativas como a construção da Tiangong, o programa lunar Chang’e e preparativos para uma missão tripulada à Lua antes de 2030. O país também planeja, em parceria com a Rússia, a construção da primeira fase da Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS) até 2035. A exclusão formal da China da ISS ocorreu em 2011, quando os Estados Unidos proibiram a Nasa de colaborar com Pequim, o que impulsionou o desenvolvimento de um programa espacial próprio.
Com informações de G1




