Advanced Micro Devices (AMD) alcançou pela primeira vez valor de mercado de US$ 1 trilhão (R$ 5,14 trilhões) na manhã desta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, em um movimento impulsionado pela perspectiva dos investidores sobre a expansão da empresa no mercado de computação para inteligência artificial.
As ações da AMD subiram 9,6% durante a sessão matinal, negociadas a US$ 613,50 (R$ 3.153,39), nível recorde para a companhia. Com esse avanço, a fabricante se tornou a quarta empresa americana do setor de chips a atingir a faixa trilionária em valor de mercado, juntando-se a Nvidia, Broadcom e Micron.
A Nvidia atingiu esse patamar em 2023 e, atualmente, permanece como a companhia mais valiosa do mundo, com valor de mercado superior a US$ 5 trilhões (R$ 25,7 trilhões), em meio ao aumento da procura por tecnologias relacionadas à inteligência artificial.
Baseada em Santa Clara, na Califórnia, a AMD é vista como principal rival da Nvidia no segmento de unidades de processamento gráfico (GPUs), componentes usados para tarefas de IA. Nos últimos anos, a empresa ampliou sua linha de atuação, vendendo não só chips avulsos, mas também sistemas completos que combinam processadores, equipamentos de rede e outros elementos, numa estratégia para concorrer diretamente com as ofertas da Nvidia.
A companhia também tem se beneficiado da demanda por unidades centrais de processamento (CPUs), que são empregadas em conjunto com GPUs em servidores que rodam modelos de inteligência artificial — um movimento que contribuiu para ganhos de participação de mercado frente à Intel.
O rali das ações da AMD ganhou tração nas semanas recentes: desde o início de setembro, quando a empresa apresentou uma previsão de receita trimestral acima das estimativas de Wall Street, embora aquém das expectativas mais altas de alguns investidores, as ações acumulam valorização superior a 26%.
O desempenho da AMD acompanhou um avanço mais amplo do setor. Nesta segunda-feira, papéis da Intel subiram cerca de 11% e os da Qualcomm avançaram 4,1%. O índice que reúne empresas de semicondutores nos Estados Unidos subiu 2,6%, alcançando o maior nível em um mês.
Em outubro do ano passado, o governo dos Estados Unidos anunciou uma parceria de US$ 1 bilhão (US$ 5,4 bilhões) com a AMD para desenvolver supercomputadores voltados à pesquisa científica. Segundo o comunicado divulgado na ocasião, essas máquinas serão usadas em estudos sobre energia nuclear, tratamentos contra o câncer e segurança nacional. Autoridades destacaram que os supercomputadores, integrados com técnicas de inteligência artificial, podem acelerar avanços em áreas como fusão nuclear e desenvolvimento de novos medicamentos, e que esse impulso tecnológico pode trazer progressos práticos nos próximos dois ou três anos.
A notícia incorpora informações da Reuters.
Com informações de G1




