O Tribunal do Júri de Uberlândia vai avaliar, a partir das 9h desta quinta-feira (24), a responsabilidade penal de um feirante acusado de matar o motorista de aplicativo Wlener de Oliveira Magdalena. O crime ocorreu em 28 de janeiro de 2024, durante a feira livre instalada na Avenida Monsenhor Eduardo.
A mãe da vítima, Cenilda Vieira de Oliveira Magdalena, informou que comparecerá ao fórum acompanhada por familiares. “A expectativa é que a justiça seja feita”, disse ela, acrescentando que o pai e os filhos de Wlener também devem estar presentes para acompanhar o julgamento.
Cenilda relatou que os netos já haviam perdido a mãe em 2021 e que, desde então, Wlener vinha assumindo a criação das crianças com apoio dela. Após a morte do filho, a avó disse ter passado a arcar com ainda mais responsabilidades na criação dos netos, com auxílio de um tio materno. “Fiquei sendo avó e mãe ao mesmo tempo”, declarou.
Sobre a ausência de Wlener, a mãe afirmou: “Cada dia que passa, fica pior. Eu sinto mais ainda a falta dele”. Ela também destacou as múltiplas ocupações do filho para sustentar a família: além de motorista de aplicativo, ele trabalhava como pedreiro, servente, pintor e produzia artesanato com paletes.
Relembre o caso
Segundo as investigações, o crime aconteceu após um desentendimento de trânsito envolvendo o motorista e o feirante, quando Wlener havia levado um passageiro ao local da feira. A discussão teria continuado fora dos veículos, momento em que o motorista foi atingido por disparos de arma de fogo. A denúncia do Ministério Público sustenta que o homicídio ocorreu por motivo fútil e que houve emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.
O acusado fugiu do local e permaneceu foragido por cerca de nove meses. Em novembro de 2024, a Polícia Civil informou que o localizou em uma propriedade rural no interior de Goiás; ele foi preso e transferido ao sistema prisional. Com a prisão, o processo foi remetido ao Tribunal do Júri para julgamento pelo Conselho de Sentença.
O julgamento desta quinta vai analisar as provas apresentadas pelo Ministério Público e a versão da defesa antes da composição do veredito pelo Conselho de Sentença.
Com informações de Uberlandianofoco




