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quarta-feira, outubro 14, 2026

Contas do governo registram déficit primário de R$ 13,58 bilhões em agosto

Déficit de agosto e comparação anual

O Tesouro Nacional divulgou nesta terça-feira (29) que as contas do governo apresentaram déficit primário de R$ 13,58 bilhões em agosto. O resultado significa que as receitas com tributos e outros impostos ficaram abaixo das despesas do governo, sem considerar os juros da dívida pública.

Na comparação anual, houve melhora: em agosto de 2025 o rombo havia sido de R$ 16,2 bilhões (valor corrigido pela inflação). Ainda assim, o déficit de agosto de 2026 foi o menor registrado para o mês desde 2021, quando o saldo negativo foi de R$ 11,8 bilhões (corrigido).

Receitas e despesas em agosto

Segundo o Tesouro, o avanço das receitas foi o principal fator por trás da melhora mensal. As receitas líquidas — ou seja, já descontadas as transferências constitucionais — subiram 3,5% em termos reais em agosto, alcançando R$ 187,9 bilhões. O governo atribui o bom desempenho da arrecadação ao crescimento da economia, aos aumentos de tributos adotados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a receitas decorrentes da alta do petróleo.

Parcial do ano e meta fiscal

No acumulado dos primeiros oito meses de 2026, as contas do governo registraram déficit primário de R$ 94,9 bilhões, segundo os dados oficiais. Esse desempenho representa uma piora em relação ao mesmo período de 2025, quando houve superávit de R$ 87,5 bilhões (corrigido). Trata-se também do pior resultado para o período desde 2024, quando o déficit consolidado foi de R$ 107,1 bilhões em valores atualizados.

Nos oito primeiros meses do ano, a receita líquida aumentou 5,7% em termos reais, somando R$ 1,67 trilhão após as transferências constitucionais a estados e municípios (valor sem correção). As despesas totais chegaram a R$ 1,75 trilhão no período, com alta real de 5,7%.

Para 2026, a meta fiscal fixa saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. O arcabouço fiscal aprovado em 2023 prevê uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, de modo que a meta será considerada cumprida caso o governo apresente saldo zero ou superávit de até R$ 68,6 bilhões. A legislação também permite excluir R$ 67,3 bilhões de despesas desse cálculo, valor que pode ser usado para pagamento de precatórios. A previsão oficial é de um déficit no limite da banda, de R$ 67,3 bilhões em 2026; se confirmado, as contas permaneceriam negativas ao longo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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