21.6 C
Uberlândia
quarta-feira, outubro 14, 2026

Digitalização e perfil do consumidor moldam o mercado de planos de saúde no Brasil

Transformação impulsionada pelo consumidor e pela tecnologia

O relacionamento do brasileiro com serviços de saúde está mudando, e essa mudança reflete-se na estruturação do mercado de saúde suplementar. Consumidores acostumados a serviços digitais esperam dos planos experiências mais simples, rápidas e integradas, enquanto as operadoras tentam conciliar oferta de benefício com eficiência e sustentabilidade financeira.

O setor enfrenta desafios como aumento dos custos assistenciais, envelhecimento populacional e a incorporação contínua de novas tecnologias médicas. Por isso, temas como acessibilidade, digitalização, coordenação do cuidado e eficiência operacional têm ganhado mais peso na concepção de novos produtos e serviços.

Dados do setor

Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o setor terminou 2025 com cerca de 53,2 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares. Os planos coletivos empresariais correspondiam a 72% desses vínculos, totalizando 37,6 milhões de beneficiários.

Relatórios do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) indicam expansão do benefício entre empresas: o número de organizações contratantes de planos coletivos empresariais subiu de 1,6 milhão para 2,3 milhões entre 2020 e 2024, um crescimento de 48,1%. O movimento evidencia a adoção do plano como instrumento de atração e retenção de talentos e de promoção da saúde entre diferentes portes de empresas.

Expectativas do consumidor

Os usuários passaram a buscar mais autonomia e praticidade, influenciados por experiências com bancos, aplicativos de transporte e comércio eletrônico. Isso inclui contratação simplificada, resolução de demandas pelo celular, rapidez no atendimento e facilidade de acesso a profissionais de saúde.

Ao mesmo tempo, persistem demandas tradicionais relacionadas à assistência: previsibilidade de custos, qualidade do atendimento e cuidado humanizado. Com isso, o plano de saúde tende a ser utilizado de forma mais contínua na jornada de saúde do beneficiário, em vez de ser acionado apenas em situações de doença.

Tecnologia integrada à assistência

Ferramentas como aplicativos, telemedicina, autorizações digitais, atendimento integrado em múltiplos canais e acompanhamento em tempo real já fazem parte da rotina da saúde suplementar. A digitalização reduz burocracia, facilita agendamentos, agiliza autorizações e amplia canais de comunicação, além de reunir dados úteis para acompanhamento de indicadores de saúde e gestão do benefício por empresas.

Mais do que um diferencial pontual, a tecnologia vem sendo incorporada aos novos modelos de assistência. O desafio apontado pelo setor é usar esses recursos para simplificar a jornada do beneficiário sem suprimir a dimensão humana do cuidado. Empresas contratantes buscam equilíbrio entre qualidade assistencial, flexibilidade e eficiência, em modelos aplicáveis a pequenos, médios e grandes empregadores.

Exemplo: PopVita e integração assistencial

No contexto dessas mudanças, o PopVita, plano do Grupo Unimed Uberlândia, reúne jornada digital, acessibilidade e coordenação do cuidado. Por meio de aplicativo e canais digitais, beneficiários têm acesso a carteirinha digital, telemedicina, consulta à rede credenciada, acompanhamento de autorizações, extrato de coparticipação e agendamento de consultas.

A Clínica NexaSaúde é apresentada como principal porta de entrada da assistência, com objetivo de fortalecer a coordenação do cuidado e contribuir para uso mais eficiente da rede. A integração entre canais digitais e estrutura assistencial organiza etapas da jornada — da contratação ao atendimento — combinando tecnologia com presença presencial.

A evolução do setor aponta para modelos de saúde com acesso facilitado aos serviços, integração entre atendimento presencial e digital, foco em medicina preventiva, uso de tecnologia e inteligência de dados e busca por sustentabilidade financeira aliada à qualidade assistencial. A transformação envolve, portanto, mudanças na relação entre beneficiários, empresas e serviços de saúde, com maior atenção à continuidade do cuidado, prevenção e promoção da saúde.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também