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O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (13) em queda, recuando 0,22% por volta das 09h05 e sendo cotado a R$ 5,2303. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tem abertura prevista para as 10h.
Os investidores mantêm atenção nos preços do petróleo, que permanecem próximos de US$ 100 o barril, mesmo após os Estados Unidos autorizarem temporariamente compras de petróleo russo. A possibilidade de que o conflito envolvendo o Irã se estenda alimenta receios sobre a inflação e pesa sobre as bolsas globais.
Na quinta-feira, o petróleo subiu cerca de 9%, alcançando o nível mais alto em quase quatro anos. Nesta sexta, contudo, o Brent recuava 1,41% por volta das 9h (horário de Brasília), sendo negociado a US$ 99,09 o barril.
No plano doméstico, o governo federal anunciou um pacote de medidas para atenuar os efeitos da alta do petróleo e da volatilidade nos preços dos combustíveis. Entre as ações previstas estão subsídios a importadores e produtores de diesel, isenção do PIS e da Cofins sobre o combustível, a criação de um imposto temporário sobre a exportação de petróleo bruto e diesel, e aplicação de multas para empresas que não repassarem os benefícios ao preço final nas bombas.
Nos Estados Unidos, a agenda econômica desta sexta inclui a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) de janeiro, indicador monitorado pelo Federal Reserve para avaliar a inflação. Também serão divulgados o relatório de vagas de emprego (Jolts), com previsão de cerca de 6,7 milhões de postos disponíveis, e a leitura anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre do ano passado.
Em termos de desempenho, o dólar acumula na semana -0,03%, no mês +2,11% e no ano -4,49%. O Ibovespa registra, até o momento, variação acumulada na semana de -0,04%, no mês -5,03% e no ano +11,27%.
Novos ataques do Irã e impacto no mercado de petróleo
A guerra no Oriente Médio tem provocado impactos relevantes no mercado global de energia. A Agência Internacional de Energia (IEA) informou que o conflito causou a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, com previsão de queda de 8 milhões de barris por dia na oferta global devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, rota usada por cerca de 20% do petróleo mundial.
Os ataques iranianos a navios comerciais na região já atingiram mais de uma dezena de embarcações, elevando os riscos para o transporte marítimo. Autoridades iranianas alertaram que o mercado deve se preparar para a possibilidade de o petróleo chegar a US$ 200 por barril.
Os preços da commodity dispararam no início da semana, chegando perto de US$ 120 e voltando a superar US$ 100 após novos episódios de hostilidade. Nesta quinta, por volta das 9h38 (horário de Brasília), o Brent operava em alta de 6,98%, a US$ 98,38 o barril, enquanto o WTI subia 6,80%, cotado a US$ 93,18.
Para tentar conter a escalada dos preços, mais de 30 países membros da IEA decidiram liberar 400 milhões de barris de reservas estratégicas, a maior liberação já realizada, com o objetivo de reduzir a pressão sobre os combustíveis e mitigar impactos na economia global.
Com informações de G1




