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terça-feira, outubro 13, 2026

Presidente da Disney diz que reestruturações são necessárias para a sobrevivência da empresa

Disney defende reestruturações após nova rodada de demissões

A presidente da Walt Disney Company, Dana Walden, disse nesta quinta-feira (1º) que a empresa precisa passar por reestruturações contínuas para sobreviver em um setor em transformação. As declarações foram feitas na conferência Bloomberg Screentime, em Los Angeles, em entrevista a Lucas Shaw, editor da Bloomberg.

Walden qualificou as demissões como “extremamente dolorosas” e explicou que a mais recente onda incluiu um programa de desligamento voluntário que ofereceu a um grupo de executivos “a oportunidade de decidir se era o momento adequado para sair ou permanecer, cientes de que essa evolução nunca vai parar”.

A executiva afirmou ainda que pressões tecnológicas têm colocado o negócio sob escrutínio. “A tecnologia colocou nosso negócio na mira e temos que sobreviver, prosperar e crescer”, disse. Ela acrescentou que, como concorrentes e empresas do setor de tecnologia, a Disney precisa constantemente reavaliar sua estrutura: “há uma necessidade constante de avaliar como você está estruturado”.

Nos últimos anos, a companhia vem promovendo cortes de pessoal. Cerca de 1.000 empregados deixaram a Disney em abril, após a chegada do novo CEO Josh D’Amaro. Em 29 de setembro, a Walt Disney demitiu algumas centenas de funcionários em diferentes áreas, segundo a revista americana Variety; os cortes atingiram principalmente os departamentos de recursos humanos e de tecnologia da informação (TI), tanto na estrutura corporativa quanto em divisões.

Esta foi a terceira rodada de demissões do ano, que já havia registrado uma primeira leva em abril e outra em julho, quando foram demitidas centenas de pessoas em áreas corporativas e em divisões como Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television. Durante a divulgação dos resultados do trimestre encerrado em junho, o CEO Josh D’Amaro e o diretor financeiro Hugh Johnston informaram que a companhia avaliava medidas para reduzir despesas, incluindo quadro de funcionários e gastos administrativos.

De acordo com dados da própria companhia citados pela Reuters, a Disney empregava cerca de 231 mil pessoas ao fim do ano fiscal de 2025, sendo aproximadamente 172 mil nos Estados Unidos e 59 mil fora do país. A empresa também realizou em 2023 uma grande rodada de demissões, quando cortou cerca de 7.000 vagas como parte de um plano para reduzir US$ 5,5 bilhões em custos durante a gestão do então CEO Bob Iger.

As declarações de Walden ocorreram em um momento de novas reduções de pessoal e de avaliação interna sobre estrutura e custos, sem anúncio de medidas adicionais imediatas.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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