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terça-feira, outubro 13, 2026

IEA diz que países já liberaram 325 milhões de barris de reservas estratégicas para conter alta de preços

Países-membros da IEA já disponibilizaram 325 milhões de barris de reservas estratégicas, segundo balanço divulgado neste sábado (3). O volume corresponde a mais de 80% dos 400 milhões de barris que haviam sido comprometidos em março.

As reservas estratégicas são estoques nacionais mantidos para situações de emergência, como interrupções no abastecimento de energia. A divulgação da IEA ocorreu um dia depois de o G7 — grupo formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — anunciar a liberação imediata de 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel, em coordenação com a agência.

A medida conjunta mira expandir a oferta no mercado internacional e reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis. A crise no mercado de diesel tem sido atribuída à redução do fluxo de petróleo e derivados no comércio internacional, com impactos relacionados aos conflitos entre Estados Unidos e Irã e entre Rússia e Ucrânia, que afetaram a oferta global.

O efeito já é perceptível nos postos: no Reino Unido, o preço do diesel aumentou 40% desde o início da tensão entre EUA e Irã e atingiu, na sexta-feira (2), o equivalente a duas libras por litro, cerca de R$ 14. O combustível é essencial não só para motoristas, mas também para transporte de cargas e para atividades como a produção agrícola, o que pode levar ao repasse do aumento para outros bens e serviços.

O anúncio do G7 incluiu detalhes sobre a execução: segundo o gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, a liberação será imediata, com uma quantidade maior sendo disponibilizada nos primeiros 20 dias, e a operação deve se estender por quatro meses.

O comunicado do G7 foi feito em um contexto de pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vinha cobrando que países europeus liberassem reservas e chegou a ameaçar reduzir as exportações americanas caso os aliados não ampliassem sua contribuição para aumentar a oferta. A União Europeia criticou a hipótese de limitação das exportações dos EUA, afirmando que isso poderia prejudicar o mercado internacional. Trump celebrou o anúncio do G7 nas redes sociais.

Permanece, entretanto, uma dúvida sobre a contabilização dos volumes: o G7 não esclareceu se os 100 milhões de barris anunciados fazem parte dos 75 milhões que ainda faltavam para atingir o compromisso de 400 milhões de barris assumido em março ou se representam um montante adicional. Até o momento, conforme a IEA, já foram liberados 325 milhões de barris; caso os 100 milhões anunciados sejam extras, o total disponibilizado ultrapassaria os 400 milhões inicialmente prometidos.

O levantamento da IEA foi divulgado com contribuição da imprensa internacional e agências de notícias.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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