Resumo: A Meta Platforms, controladora do Facebook e do WhatsApp, está planejando uma rodada de demissões em massa que pode atingir 20% ou mais de seus funcionários, segundo reportagem da Reuters baseada em três fontes com conhecimento do assunto.
O que está acontecendo
Fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a empresa ainda não definiu uma data para os cortes nem o tamanho final das reduções. Executivos de nível sênior já teriam comunicado a outros líderes internos sobre a intenção de promover cortes e orientaram que começassem a preparar ajustes nas equipes. As fontes pediram anonimato por não estarem autorizadas a falar publicamente.
Por que a Meta considera a medida
A possível decisão ocorre enquanto a companhia busca compensar os elevados custos de infraestrutura relacionados à inteligência artificial e se preparar para ganhos de eficiência com trabalhadores assistidos por IA. Nos últimos meses, o CEO Mark Zuckerberg tem pressionado para que a Meta avance de forma mais agressiva em IA generativa, incluindo a formação de uma equipe voltada para o desenvolvimento de superinteligência.
Investimentos e contratações
A empresa tem oferecido pacotes salariais robustos para atrair pesquisadores de ponta — alguns pacotes chegam a ser avaliados em centenas de milhões de dólares ao longo de quatro anos. A Meta também informou que pretende investir US$ 600 bilhões na construção de data centers até 2028. Ainda nesta semana, adquiriu a plataforma Moltbook, voltada a agentes de IA, e, segundo a Reuters, está gastando pelo menos US$ 2 bilhões na compra da startup chinesa Manus.
Contexto histórico e desafios recentes
Se confirmada a redução de cerca de 20% do quadro, essa seria a maior onda de demissões desde a reestruturação entre o fim de 2022 e o início de 2023, período que a companhia denominou “ano da eficiência”. Na ocasião, a Meta tinha quase 79 mil funcionários em 31 de dezembro, segundo seu último relatório. Em novembro de 2022, a empresa demitiu 11 mil empregados — cerca de 13% da força de trabalho à época — e, aproximadamente quatro meses depois, anunciou outros 10 mil cortes.
A companhia enfrentou contratempos com os modelos Llama 4 no ano passado, incluindo críticas sobre resultados de testes e o cancelamento do lançamento da maior versão do modelo, chamada Behemoth. A equipe dedicada à superinteligência trabalha agora em um novo modelo denominado Avocado, cujo desempenho também ficou abaixo do esperado.
Tendência no setor
Os planos da Meta acompanham uma tendência em empresas de tecnologia nos Estados Unidos, onde avanços em IA têm sido citados por executivos como um dos motivos para mudanças organizacionais. Em janeiro, a Amazon confirmou cortes de cerca de 16 mil empregos — quase 10% de sua força de trabalho — e, no mês passado, a fintech Block reduziu quase metade de seu quadro, com o CEO Jack Dorsey apontando a crescente capacidade de ferramentas de IA como fator para operar com equipes menores.
Até a última atualização desta reportagem, a Meta não havia comentado publicamente as informações sobre as possíveis demissões.
Com informações de G1




