A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) manifestou repúdio às ameaças e aos ataques virtuais dirigidos a jornalistas que faziam a cobertura da internação do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, ocorrida na sexta-feira (13).
Os profissionais que trabalhavam na entrada do hospital foram hostilizados no local e, posteriormente, passaram a receber mensagens ofensivas nas redes sociais. Segundo a entidade, a agressão digital se intensificou após a divulgação de um vídeo pelo deputado Mario Frias (PL-SP), no qual ele expõe os jornalistas e afirma que eles estariam “desejando a morte” de Bolsonaro.
Não há, nas imagens publicadas, qualquer registro de jornalista fazendo esse tipo de declaração, afirma a nota da ABERT. Ainda assim, equipes tiveram dados pessoais divulgados e profissionais de veículos distintos relataram o recebimento de centenas de mensagens com ameaças.
O caso foi registrado na Polícia Civil do Distrito Federal: ao menos um boletim de ocorrência incluiu prints dos comentários recebidos pelos repórteres.
Na nota divulgada pela entidade, a ABERT afirma que não existe justificativa para a violência contra profissionais da imprensa em exercício e solicita às autoridades locais a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos autores das ameaças. A entidade também ressaltou seu compromisso com a defesa da liberdade de expressão e do direito do público à informação.
A ABERT, fundada em 1962, representa 3,2 mil emissoras privadas de rádio e televisão no país, conforme informado pela própria organização, cuja missão inclui a defesa da liberdade de expressão em todas as suas formas.
Viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal escoltaram a ambulância que trouxe o ex-presidente Jair Bolsonaro ao Hospital DF Star, em Brasília, no dia 13 de março de 2026. (Evaristo Sá/AFP)
As autoridades civis foram acionadas para investigar as ameaças e apurar a divulgação de dados pessoais e as mensagens ofensivas direcionadas aos profissionais de imprensa.
Com informações de G1




