27.6 C
Uberlândia
quarta-feira, outubro 14, 2026

Esqui brasileiro busca segunda medalha paralímpica no último dia em Milão-Cortina

A Paralimpíada de Inverno em Milão e Cortina d’Ampezzo chega ao fim neste domingo (15) e o esqui cross-country brasileiro tenta conquistar mais uma medalha na prova de 20 quilômetros, em Tesero, que tem início às 5h (horário de Brasília).

Seis atletas do Brasil entram na pista na disputa dos 20 km em busca de pódio: Cristian Ribera, Aline Rocha, Wellington da Silva, Guilherme Rocha, Elena Sena e Robelson Lula. A cerimônia de encerramento será em Cortina d’Ampezzo, com início às 16h30 (Brasília UTC-3).

Cristian Ribera, que garantiu a primeira medalha paralímpica de inverno do país ao ficar com a prata no sprint de 1 km na competição, é a principal aposta para repetir presença no pódio. No Mundial de Toblach do ano passado, ele foi bronze nos 20 km. Ribera, nascido em Rondônia e radicado em Jundiaí (SP), informou ao Comitê Paralímpico Brasileiro que a equipe estudou os desempenhos dos dez melhores para tentar chegar entre os primeiros colocados na prova.

No sábado (14), Ribera, Aline Rocha e Wellington da Silva competiram juntos no revezamento de cross-country. A prova normalmente envolve quatro atletas – dois homens e duas mulheres – que se alternam em um percurso total de 10 km (2,5 km cada). Com apenas três integrantes, Wellington, único representante brasileiro que compete em pé nos Jogos, percorreu duas das quatro passagens de 2,5 km.

A equipe brasileira fez a melhor apresentação do país na história do revezamento ao concluir a prova em sétimo lugar entre dez equipes, com o tempo de 27min00s5. Os Estados Unidos conquistaram o ouro na prova. Em Pequim-2022, o Brasil havia terminado em oitavo, quando contou com quatro atletas, todos cadeirantes.

Aline Rocha, que sofreu lesões em um acidente de trânsito e disputa as provas na categoria sit-ski, também é expectativa de pódio para esta última etapa: no Mundial de Östersund, em 2023, ela foi bronze nos 18 km, evento que antecede a distância de 20 km nesta Paralimpíada.

Wellington relatou ao Comitê Paralímpico Brasileiro que sentiu mais desgaste muscular do que problemas respiratórios na prova de revezamento e destacou o benefício de competir em equipe, lembrando que treina com Cristian e Aline. Wellington tem má-formação congênita no antebraço esquerdo; Cristian nasceu com artrogripose, condição que afeta as articulações das pernas.

Além dos seis representantes brasileiros, a programação final da Paralimpíada encerra as disputas em Tesero e celebra o término dos Jogos com a cerimônia em Cortina d’Ampezzo às 16h30.

Com informações de Agência Brasil

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também