O longa Primetime não chegará às salas de cinema do Brasil e teve sua distribuição assegurada pela Prime Video, porém sem data definida para aparecer na plataforma para os assinantes. A produção está em exibição comercial nos Estados Unidos desde 25 de setembro e será mostrada na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, marcada para 15 a 29 de outubro.
O autor do texto a respeito do caso relaciona a indefinição de Primetime a um padrão recorrente: títulos que chegam ao mercado brasileiro muito depois da estreia internacional, o que facilita a proliferação de cópias irregulares na internet. Segundo o relato, janelas de exclusividade nos cinemas têm encurtado e, assim que um filme é liberado para aluguel digital, legendas de qualidade e arquivos costumam circular rapidamente em sites de compartilhamento.
O comentário lembra outro título sob incerteza de distribuição local: The Furious. O filme foi assistido pelo autor via VOD (vídeo sob demanda) com o uso de VPN e cartão de crédito internacional, e a crítica foi publicada diante da ausência de confirmação sobre chegada aos cinemas brasileiros. Enquanto Primetime não depende da bilheteria no país, The Furious poderia encontrar dificuldades comerciais caso chegue às salas.
Outro exemplo recente é Hope – O Primeiro Impacto, que estreou no Brasil nesta semana após ter sido exibido em Cannes em maio e lançado comercialmente nos cinemas dos Estados Unidos e Canadá em setembro. Nos Estados Unidos, o filme terá opção de aluguel digital em 13 de outubro, o que significa que, em menos de uma semana de exibição no mercado brasileiro, a obra já estará disponível para locação em outro país, ampliando o risco de vazamentos.
O texto também recorda episódios de atrasos históricos: O Segredo de Brokeback Mountain estreou nos Estados Unidos entre dezembro de 2005 e janeiro de 2006 e chegou ao Brasil em fevereiro de 2006, poucos dias após as indicações ao Oscar. O Paciente Inglês estreou nos EUA em novembro de 1996 e só chegou ao Brasil em fevereiro de 1997, já com 12 indicações ao Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático, um atraso de aproximadamente três meses.
No caso de Primetime, a ausência de previsão de lançamento na Prime Video e a decisão de não exibir o filme nos cinemas deixam o público sem prazo certo para assistir à produção no Brasil, enquanto exibidores não precisam avaliar riscos de bilheteria vinculados à distribuição física.
Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba.
*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Paranaíba Mais
Com informações de Paranaibamais




