A Meta apresentou nesta segunda-feira (12) dois novos modelos de inteligência artificial, batizados de Muse Wonder e Muse Wonder Full, que a empresa diz serem os mais avançados de sua história. A companhia, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou que a novidade tem como objetivo reforçar sua posição frente a concorrentes como OpenAI e Anthropic.
Segundo a Meta, o modelo Muse Wonder será integrado em breve ao Muse, assistente pessoal de IA lançado no início de setembro, e ficará disponível inicialmente para usuários que pagam assinatura. Já o Muse Wonder Full — versão mais robusta da tecnologia — foi liberado para assinantes do Muse Code, ferramenta da Meta voltada a tarefas de programação.
Capacidades e integração
Controvérsia e investigação
Recentemente, o Muse esteve no centro de uma polêmica envolvendo o youtuber de tecnologia Matt J. Robb, residente no Canadá. Ele afirmou que a IA forneceu seu endereço a um desconhecido após a ferramenta, autorizada a gerenciar sua conta no Facebook Marketplace, aceitar uma oferta por um teclado e combinar a retirada do produto sem consultá-lo. O comprador chegou a aparecer no prédio onde Robb mora. A Meta disse que investigaria o caso.
O anúncio ocorre num momento em que o CEO Mark Zuckerberg vem prometendo investimentos bilionários e contratando pesquisadores de outras empresas ao longo do último ano para reduzir o atraso da Meta na corrida pela inteligência artificial. “Há 14 meses, iniciamos uma reformulação dos nossos esforços em inteligência artificial e, desde então, passamos da reconstrução das nossas bases para o avanço dos limites da tecnologia”, afirmou a Meta em publicação no blog da companhia.
Após a divulgação do lançamento, as ações da Meta subiram cerca de 4% nas negociações da tarde desta segunda-feira. A empresa também ressaltou que a adoção dos novos modelos começará por ofertas pagas, com escalonamento conforme a integração ao ecossistema de produtos da companhia.
Com informações de G1




