A forma de correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) utilizada em 2026, a Teoria de Resposta ao Item (TRI), pondera mais o padrão das respostas do que o total absoluto de acertos. Isso significa que dois candidatos com o mesmo número de questões corretas podem receber notas diferentes, dependendo de quais itens foram acertados.
O que a TRI considera
Segundo Vanessa Santos, gerente de Projetos Educativos e Avaliação Educacional do Poliedro Educação, o sistema estima o nível de conhecimento do candidato com base no conjunto de respostas. É esperado, por exemplo, que quem resolve com facilidade questões consideradas complexas também acerte a maior parte das questões mais simples. Quando o padrão é o contrário — acertos em itens difíceis e erros em itens fáceis —, há indícios de palpites, o que faz a TRI atribuir menor peso a esses acertos.
Por que não é bom deixar em branco
Embora chutar possa reduzir a pontuação quando o padrão indica palpites, abandonar questões sem responder costuma ser ainda mais desvantajoso. A TRI privilegia a coerência do desempenho; portanto, apresentar respostas, mesmo estimadas, tende a ser melhor do que registrar omissões, já que as lacunas não contribuem para a construção de um perfil de conhecimento do candidato.
Recomendações para a prova
Especialistas indicam uma sequência de resolução que ajuda a preservar um padrão coerente de acertos: na primeira leitura, responder todas as questões consideradas fáceis; na segunda, voltar às perguntas em que o candidato ficou em dúvida entre duas alternativas, classificadas como de dificuldade média; e, por fim, enfrentar as questões longas ou sobre temas menos frequentes no Enem — as mais difíceis. Seguir essa ordem reduz o risco de gastar energia em itens complexos logo no início e passar a errar questões simples posteriormente.
Notas máximas e mínimas
O Inep informa que as pontuações máximas e mínimas nas provas variam conforme o grau de dificuldade dos itens de cada edição. Por exemplo, na prova de Linguagens do Enem 2025 a maior nota foi 794,5 e a menor 309,2 — logo, acertar tudo não garante 1.000, assim como errar todas as questões não resulta em zero. Esses extremos dependem da composição por itens mais fáceis ou mais difíceis.
Em síntese, preparar-se para o exame e adotar uma estratégia de resolução que priorize a coerência entre respostas é a melhor forma de evitar prejuízo na nota, já que a TRI penaliza padrões que indicam palpites, e omissões costumam ser desfavoráveis.
Com informações de G1




