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quarta-feira, outubro 21, 2026

Dólar abre em alta e mercados atentos a balanços, pesquisas eleitorais e preço do petróleo

O dólar iniciou a sessão de quarta-feira (21) em alta, avançando 0,17% e sendo negociado a R$ 5,0271 próximo das 9h. As negociações do Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, estavam programadas para começar às 10h.

Com as eleições brasileiras em segundo turno ao fundo, investidores esperam novas pesquisas de intenção de voto e acompanham a divulgação de resultados corporativos. A temporada de balanços, que começou nesta semana no Brasil, tende a afetar o mercado, com atenção especial para o setor financeiro e indicadores de inadimplência após o movimento de valorização ligado ao cenário presidencial.

Também fazem parte do radar das instituições financeiras informações de que o Banco Central estuda medidas para frear o endividamento das famílias. Entre as propostas em análise estão maior transparência das instituições, iniciativas de educação do consumidor e a possibilidade de estabelecer limites de crédito por pessoa compatíveis com a renda.

No campo das pesquisas eleitorais, aguarda-se a divulgação de levantamento da Quaest, previsto para a manhã, com dados de intenção de voto para o segundo turno. Levantamentos recentes indicam vantagem numérica de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Externamente, o mercado acompanha novos dados sobre estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos, que podem sinalizar as condições de oferta e demanda da commodity. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,57%, cotado a US$ 109,41, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 0,84%, a US$ 98,64 por barril. Na véspera, o petróleo atingiu a maior cotação em cinco meses.

As tensões entre Estados Unidos e Irã seguem influenciando as cotações do petróleo. O Teerã informou ao comandante do Exército do Paquistão que não haverá negociações com Washington até que suas exigências sejam atendidas. Segundo o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, os Estados Unidos não conseguirão restabelecer confiança até cumprir sete condições apresentadas pelo Irã no mês anterior, que incluem o fim do bloqueio aos portos iranianos, o levantamento das sanções às exportações de petróleo e a interrupção das hostilidades em todas as frentes regionais.

Essas declarações e o contexto geopolítico mantêm a volatilidade dos preços. Na véspera, o Brent chegou a superar US$ 111. Em evento do HSBC em Dubai, o presidente do grupo, Georges Elhedery, afirmou que investimentos em rotas alternativas podem tornar o Estreito de Ormuz “desnecessário” nos próximos cinco anos. O debate entre os candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ocorrido na noite de domingo (18), também integra o contexto político observado pelos mercados.

No panorama das bolsas globais, as praças asiáticas fecharam mistas: o SSEC (Xangai) caiu 0,6% e o CSI300 recuou 1,0%, enquanto o Nikkei (Japão) subiu 0,85% e o Kospi (Coreia do Sul) avançou 3,29%; o Hang Seng (Hong Kong) caiu 0,90%. Balanços corporativos internacionais permaneceram no radar de investidores.

Indicadores de desempenho acumulado apontavam, perto das 9h, o dólar com variação acumulada na semana de -1,06%, no mês de -3,01% e no ano de -8,56%. O Ibovespa registrava, no mesmo período, acumulado da semana de +1,39%, do mês de +11,78% e do ano de +29,28%.

O conjunto de resultados corporativos no Brasil, a evolução das pesquisas eleitorais e os movimentos dos preços do petróleo seguem como os principais fatores a influenciar o comportamento dos mercados locais nas próximas sessões.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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