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domingo, outubro 25, 2026

Como os votos saem das urnas e chegam à totalização do TSE no segundo turno de 2026

Brasília — Com o término da votação nas seções eleitorais no segundo turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (25), inicia-se a sequência de procedimentos que leva os resultados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. O processo inclui a apuração interna da urna eletrônica, a impressão do Boletim de Urna (BU), a transferência dos arquivos e verificações de segurança.

Imediatamente após o fechamento da seção, a urna eletrônica contabiliza os votos registrados e emite o Boletim de Urna, documento que detalha a quantidade de votos por candidatura e legenda, além do número de eleitores que compareceram à seção. São impressas obrigatoriamente cinco vias do boletim, sendo que uma cópia é afixada na porta da sala onde funcionou a seção para consulta pública por eleitores, fiscais e outros interessados.

A urna utilizada nas votações não se conecta à internet nem a redes de dados externas. Após a conclusão da apuração local, o presidente da mesa retira do equipamento a chamada mídia de resultado, um dispositivo removível que armazena, em formato digital, o conteúdo do Boletim de Urna. Esse arquivo identifica a seção eleitoral, a urna responsável e registra os votos atribuídos a cada candidatura, além do total de eleitores que votaram.

O destino da mídia de resultado segue o fluxo definido pela Justiça Eleitoral em cada zona: ela pode ser levada ao cartório eleitoral, encaminhada a um ponto de transmissão ou entregue ao profissional encarregado de enviar os arquivos no próprio local de votação. Em Minas Gerais, por exemplo, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que nas Eleições 2026 haverá 843 pontos de transmissão em 218 municípios, ante 312 pontos em 182 cidades no pleito de 2024.

Nos locais habilitados para transmissão remota, a Justiça Eleitoral utiliza o sistema JE-Connect, que encaminha os arquivos das mídias de resultado por meio de uma rede privada virtual (VPN). A utilização dessa tecnologia diminui a necessidade de transporte físico de todas as mídias até os cartórios eleitorais antes da transmissão dos dados. O TRE-MG adota o JE-Connect desde 2014.

Depois do envio, os sistemas da Justiça Eleitoral realizam checagens para confirmar a autenticidade e a integridade dos arquivos recebidos. Entre essas etapas está a verificação da assinatura digital, que assegura que o resultado foi gerado pela urna eletrônica cadastrada para a respectiva seção. Somente após essas confirmações os dados são incorporados ao sistema de totalização, coordenado pelo TSE em Brasília. Conforme o tribunal, enquanto cada urna apura os votos de sua seção, o TSE faz a totalização agregando os resultados transmitidos e validados pela Justiça Eleitoral.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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