O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo argentino anunciaram nesta terça-feira (27) a conclusão de um acordo que pode permitir a liberação de aproximadamente US$ 900 milhões para a Argentina. O desembolso faz parte do programa de US$ 20 bilhões firmado entre as partes em 2025 e depende da aprovação final do conselho executivo do FMI.
A liberação dos recursos está atrelada à terceira revisão do programa, procedimento no qual o fundo avalia se o país cumpriu as metas econômicas acordadas. Segundo o FMI, a economia argentina apresentou avanços desde a análise anterior, com destaque para a continuidade da desaceleração da inflação e o aumento das reservas internacionais, que superaram as previsões estabelecidas no programa.
O próprio fundo apontou que os recursos serviriam, na prática, para reforçar as reservas internacionais da Argentina. Esse estoque em dólares é utilizado pelo país para honrar compromissos externos e pode oferecer maior margem de manobra ao governo do presidente Javier Milei para flexibilizar restrições relacionadas ao uso da moeda americana.
O anúncio não detalha o cronograma exato para o repasse, que só ocorrerá após a ratificação pelo conselho executivo do FMI. A terceira revisão, cujo resultado condiciona o desembolso, analisa indicadores macroeconômicos e o cumprimento das metas fiscais, monetárias e de reservas previstas no acordo de 2025.
O valor de US$ 900 milhões integra os mecanismos de apoio financeiro previstos no programa de US$ 20 bilhões, cujo objetivo é estabilizar a economia argentina e acompanhar medidas implementadas pelo governo para controlar a inflação e fortalecer os ativos em moeda estrangeira.
As partes informaram que o processo segue em andamento e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o conselho executivo do FMI examine e delibere sobre a terceira revisão do programa.
Com informações de G1




