A Polícia Federal informou que as medidas relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracterizam a condição de foragido nem autorizam prisões ou vigilância permanente. A manifestação refere-se ao senador Flávio Bolsonaro (PL), investigado no âmbito da PET nº 16877/DF, e indica que não há registro oficial de saída do parlamentar pelos postos de controle migratório brasileiros.
Viagem e movimentação
Segundo a PF, Flávio Bolsonaro saiu do país na terça-feira (27), cruzando a fronteira com a Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. Em seguida, embarcou em aeronave particular com destino a Guayaquil, no Equador, e de lá seguiu para os Estados Unidos.
Pedidos ao STF e medidas adotadas
O pedido de adoção de medidas cautelares foi apresentado ao Supremo Tribunal Federal no domingo (25), após a corporação identificar risco de saída do Brasil. A solicitação incluía apreensão de passaportes, proibição de deixar o país e restrição de contato com outros investigados.
Após a decisão judicial, a Polícia Federal cancelou os passaportes comum e diplomático emitidos pelo Brasil e inseriu alerta migratório no sistema SONAR. Na segunda-feira (26), o senador foi intimado a entregar, em 24 horas, eventuais passaportes de outras nacionalidades, providência que, segundo a PF, não foi cumprida.
O ministro Alexandre de Moraes proibiu Flávio de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, fundamentando as medidas no artigo 319 do Código de Processo Penal. A PF informou que comunicará ao ministro o descumprimento da ordem.
Versões divergentes sobre o paradeiro
Veículos noticiaram a viagem do senador em voo particular com destino final aos Estados Unidos. A Direção Nacional de Migrações da Argentina declarou não ter registro de entrada de Flávio em seu território, e aliados do parlamentar negaram que ele tenha deixado o Brasil. Um outro veículo citou um aliado de Donald Trump afirmando que os Estados Unidos concederiam visto ao senador, informação não confirmada por autoridades brasileiras.
A Polícia Federal informou que investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais, inclusive os fatos ocorridos após a intimação. A reportagem também registra que Flávio Bolsonaro obteve 48,21% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, ante 51,79% de Luiz Inácio Lula da Silva.
Não foi localizada manifestação da defesa do senador sobre seu paradeiro após a nota da PF.
Com informações de Paranaibamais




