Investigação aponta computador comprometido como ponto de entrada
A Binance informou que um notebook de um de seus engenheiros pode ter sido utilizado como vetor inicial no ataque que resultou no furto de US$ 6,3 bilhões (aproximadamente R$ 34 bilhões) em criptomoedas. Em investigação preliminar, a corretora diz que o equipamento possivelmente serviu para acessar um de seus sistemas e permitir saques sem autorização.
Segundo a empresa, a equipe de segurança está rastreando todo o percurso do ataque por meio do computador comprometido, que pode ter sido a porta de entrada do incidente. Posteriormente, a Binance declarou ter identificado outros pontos de invasão, além do notebook.
Especialistas consideram o episódio o maior roubo de moedas digitais já registrado. Mark Karpeles, ex-diretor da corretora Mt Gox, afirmou à Reuters que os invasores provavelmente obtiveram as chaves privadas de ao menos duas carteiras da Binance. A Mt Gox, com sede em Tóquio, encerrou operações há 12 anos após um roubo de cerca de US$ 500 milhões em bitcoin.
Apontamento de autoria e antecedentes
A empresa de análise de blockchain TRM Labs declarou ter “alta confiança” de que o ataque foi realizado pelo grupo TraderTraitor, que teria ligação com a Coreia do Norte, conforme divulgado na quinta-feira. A TRM citou a existência de informações robustas tanto dentro quanto fora da blockchain e afirmou que várias características do incidente coincidem com roubos anteriores atribuídos a agentes norte-coreanos.
Analistas que acompanham o caso acreditam que o TraderTraitor faça parte do chamado Grupo Lazarus, conhecido desde 2014, quando foi apontado como responsável pela invasão aos sistemas da Sony Pictures em retaliação ao filme “A Entrevista”, que satirizava o líder norte-coreano Kim Jong-un.
Possíveis impactos no mercado
As apurações continuam e a Binance afirma manter as equipes de segurança empenhadas em mapear o alcance do ataque e identificar todas as brechas exploradas pelos invasores.
Com informações de G1




