O Brasil registrou taxa de desemprego de 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30). Trata‑se do menor índice para o terceiro trimestre desde o começo da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
No período, o total de pessoas ocupadas alcançou 103,6 milhões, recorde da pesquisa. Em relação ao trimestre anterior (encerrado em junho), houve acréscimo de 581 mil pessoas ocupadas, um crescimento de 0,6%. Na comparação anual, o emprego cresceu em 1,2 milhão de pessoas, equivalente a 1,2%.
Número de desempregados
O conjunto de pessoas desempregadas somou 5,6 milhões no trimestre encerrado em setembro, queda de 4% ante o trimestre anterior — o que corresponde a 234 mil pessoas a menos nessa condição. Em relação ao mesmo período de 2025, a redução foi de 6,9%, ou 417 mil pessoas.
O IBGE considera desempregada a pessoa em idade para trabalhar que não tinha ocupação, procurou trabalho e estava disponível para começar a trabalhar; quem não procura vaga não é classificado como desempregado.
Setores e tipos de trabalho
Entre os setores, a construção civil teve um dos maiores aumentos no emprego, com mais 210 mil pessoas ocupadas no trimestre, alta de 2,8%. O número de empregadores atingiu 4,5 milhões, também recorde, com acréscimo de 184 mil pessoas em relação ao trimestre anterior (alta de 4,3%).
O conjunto de trabalhadores do setor público chegou a 13,2 milhões, o maior nível da série histórica; esse total ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 2,5% na comparação anual.
Algumas categorias apresentaram estabilidade no trimestre: empregados com carteira assinada no setor privado (excluídos os domésticos) somaram 39,4 milhões; trabalhadores sem carteira eram 13,7 milhões; pessoas por conta própria totalizaram 26,1 milhões; e trabalhadores domésticos ficaram em 5,4 milhões — sem variação significativa em relação ao trimestre anterior.
Desalento e rendimento
O número de pessoas desalentadas — que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar vaga — subiu para 2,5 milhões, alta de 7,5% ante o trimestre anterior, o que equivale a 171 mil pessoas a mais. Em comparação anual houve queda de 6,8%, ou 178 mil pessoas a menos. A taxa de desalento passou de 2,1% para 2,2% no período. Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, o aumento ocorreu principalmente entre pessoas com 40 anos ou mais, e a dificuldade em encontrar oportunidade adequada foi apontada como um dos fatores.
O rendimento médio mensal dos trabalhadores ficou em R$ 3.790 no trimestre encerrado em setembro, mantendo‑se estável frente aos três meses anteriores e apresentando alta de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2025 (R$ 131 a mais). Já a soma de todos os rendimentos pagos aos trabalhadores alcançou R$ 387,5 bilhões, recorde da série, aumento de R$ 5,6 bilhões ante o trimestre anterior e de R$ 17,5 bilhões em relação a 2025.
Metodologia e divulgação
A Pnad Contínua acompanha o mercado de trabalho por meio de entrevistas em domicílios. Para calcular a taxa de desemprego, o IBGE considera pessoas em idade de trabalhar que não tinham ocupação, procuraram vaga e estavam disponíveis para assumir emprego. A pesquisa abrange aproximadamente 211 mil domicílios em todo o país, com trabalho de cerca de 2 mil entrevistadores e mais de 500 agências do IBGE.
A próxima divulgação da Pnad Contínua, com os resultados do trimestre encerrado em outubro, está prevista para 27 de novembro de 2026.
Com informações de Paranaibamais




