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quarta-feira, outubro 14, 2026

Governo deve aportar capital nos Correios em 2027, diz ministra Esther Dweck

O governo federal deve realizar um aporte de capital nos Correios em 2027, afirmou a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, nesta terça-feira (17). Segundo a ministra, a previsão consta do contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões assinado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025, e a estatal também avalia a captação de um novo financiamento.

Dweck explicou que o documento firmado com as instituições financeiras contempla a possibilidade de transferência de recursos pela União e que o prazo para realização do aporte poderia se estender até 2027. Ela disse ainda que, embora a medida esteja prevista, é pouco provável que o aporte ocorra ainda em 2026, ficando sua efetivação para 2027 como opção em estudo.

A ministra falou sobre o tema durante a apresentação do balanço da segunda edição do Conselho Nacional de Política Urbana (CNPU). Ela acrescentou que a eventual nova operação de crédito, estudada pela empresa, pode complementar o processo de recuperação financeira dos Correios.

Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou uma ampliação nas condições para que os Correios obtenham novo empréstimo com garantia da União, permitindo até R$ 8 bilhões adicionais em financiamento.

O empréstimo de R$ 12 bilhões integra o plano de reestruturação da estatal. A reestruturação começou a ser detalhada depois que cinco bancos apresentaram propostas de financiamento. Na ocasião, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que seria necessário um empréstimo complementar de R$ 8 bilhões em 2026.

Rondon também lembrou que o plano inicial apontava para uma captação total de R$ 20 bilhões, valor que não foi autorizado pelo Tesouro Nacional em razão das taxas de juros propostas estarem elevadas no momento.

O plano de reestruturação prevê medidas para reduzir custos e ajustar a operação da empresa, incluindo corte de R$ 2 bilhões em despesas com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de cerca de 1.000 agências — atualmente a estatal possui perto de 5.000 unidades. A proposta contempla ainda a oferta de um programa de demissão voluntária (PDV) com objetivo de reduzir o quadro em 15 mil funcionários em até dois anos, o que representaria uma diminuição de 18% na folha de pagamentos.

As discussões sobre aportes, empréstimos e medidas de ajuste fazem parte do esforço do governo e da direção dos Correios para recuperar a saúde financeira da empresa e viabilizar a continuidade de suas atividades.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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