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quinta-feira, novembro 5, 2026

Brasil amplia vantagem e mantém o maior juro real do mundo após Copom manter Selic

Copom mantém Selic; Brasil lidera ranking de juro real

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (4) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. Com a taxa estável, o Brasil ampliou a distância para o segundo colocado e continua com o maior juro real do mundo, de acordo com levantamento do MoneYou.

O juro real — calculado pela taxa nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses — no Brasil ficou em 9,49%. A Turquia aparece na segunda posição, com juro real de 7,77%, seguida pela Argentina, com 6,80%. A Rússia, que em setembro ocupava a segunda colocação, caiu para o quarto lugar, com 6,57%.

Segundo o MoneYou, a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais em boa parte dos países analisados, cenário atribuído às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. No caso brasileiro, a instituição ressaltou as dúvidas sobre a trajetória dos juros após as eleições, em meio às discussões sobre a política fiscal, à desvalorização do real e à pressão na curva de juros.

O levantamento do MoneYou abrange 164 países e aponta que 85,98% mantiveram as taxas de juros inalteradas, 9,15% as elevaram e 4,88% promoveram cortes. Considerando apenas o grupo de 40 países que compõem o ranking mais detalhado, 85% mantiveram os juros, 10% aumentaram e 5% reduziram as taxas.

Na decisão anunciada hoje, o Copom interrompeu uma sequência de cinco cortes consecutivos na Selic. A manutenção da taxa ocorre em um contexto de maior incerteza: após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado revisou para cima projeções de inflação, dólar e juros; o dólar registrou alta significativa e a bolsa teve forte queda. A preocupação com as contas públicas ganhou força após a reação dos mercados ao resultado eleitoral.

No cenário externo, a escalada das tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo elevam as pressões sobre a inflação global, com potencial impacto nos preços dos combustíveis no Brasil.

Quando observadas as taxas nominais, sem o desconto da inflação projetada, a lista apresenta a Turquia com juro nominal de 36%, a Argentina com 29%, a Rússia com 14% e o Brasil com 13,75%. Entre os demais países do ranking estão Colômbia (12,25%), África do Sul (7,25%), México (6,50%), Indonésia (5,75%), Hungria, Índia e Filipinas (5,50% cada), Austrália (4,85%), Chile (4,50%), Hong Kong (4,25%), Estados Unidos (4%), Polônia e Reino Unido (3,75% cada), República Tcheca (3,75%), Israel (3,25%), China (3%), Coreia do Sul (3%), Malásia e Nova Zelândia (2,75% cada), várias economias europeias com 2,65% (Alemanha, Áustria, Espanha, Grécia, Holanda, Portugal, Bélgica, França, Itália), Canadá (2,50%), Dinamarca (2,10%), Taiwan (2%), Suécia (1,75%), Cingapura (1,42%), Japão (1,25%), Tailândia (1%) e Suíça (0%).

A partir dos dados divulgados, o Brasil segue na liderança do ranking de juro real enquanto o movimento das expectativas de inflação e os riscos externos permanecem como fatores centrais para a evolução das taxas no curto prazo.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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