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quinta-feira, outubro 15, 2026

Balanço da gestão Haddad: PIB acima do esperado, dívida sobe e controle de gastos permanece desafio

TRANSMISSÃO: Record | Band

Resumo do mandato

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, acumulou resultados econômicos melhores que as projeções do mercado nos últimos anos, mas enfrentou dificuldades para conter a expansão dos gastos públicos e estabilizar a trajetória da dívida. Em pouco mais de três anos no cargo, sua gestão é avaliada por especialistas como marcada por crescimento do PIB, inflação sob controle e mercado de trabalho mais aquecido, ao mesmo tempo em que houve revisão de metas fiscais e aumento do endividamento.

O que mudou nas contas públicas

O déficit fiscal registrado em 2023 foi de R$ 249 bilhões. No ano seguinte, o rombo caiu para R$ 47,6 bilhões, redução superior a 80%. Apesar da melhora, problemas orçamentários, cortes insuficientes e autorizações de despesas fora da meta reduziram a confiança do mercado. Em abril de 2024, a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) alterou metas de superávit, adiando a previsão de resultado positivo de 2025 para 2026, o que abriu espaço para maior gasto público.

Arrecadação, medidas e obstáculos

Haddad adotou medidas para aumentar a arrecadação, como o aumento do IOF e a chamada “taxa das blusinhas”, que passou a tributar com 20% importações de até US$ 50. Em novembro de 2024, anunciou um pacote de medidas com economia esperada de R$ 70 bilhões em dois anos, mas no mesmo dia o governo elevou a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, ação vista como ampliação de despesas. Especialistas citam também dificuldades de avanço de propostas no Congresso.

Dívida e projeções

Dados do Banco Central mostram que a dívida bruta do governo em relação ao PIB subiu cerca de sete pontos percentuais desde o início do mandato de Haddad, atingindo 78,66%. O Tesouro Nacional prevê que a dívida chegue a 83,6% do PIB neste ano.

Reforma tributária e avaliação técnica

Entre os méritos apontados ao ministro está a aprovação, em dezembro de 2023, da reforma tributária que criou um imposto sobre valor agregado (IVA), definiu uma cesta básica nacional isenta e instituiu o Imposto Seletivo. Para especialistas ouvidos, a medida é um avanço complexo e positivo, embora ainda faltem etapas, como discussões sobre tributação da renda e revisão de desonerações.

Atividade econômica e mercado de trabalho

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,3% em 2025, marcando o quinto ano consecutivo de expansão. A Selic está em 15% ao ano desde junho de 2025, política apontada como responsável por conter a inflação, apesar de frear parte do consumo. Em 2025, a taxa média de desemprego ficou em 5,6%, o menor nível desde 2012, e o rendimento médio real das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560, alta de 5,7% em relação a 2024.

Especialistas destacam que, apesar do desempenho macroeconômico favorável em indicadores como PIB, inflação e emprego, a persistência de despesas obrigatórias crescentes e a incapacidade de consolidar um caminho fiscal claro permanecem como pontos centrais no balanço da gestão de Haddad à frente do Ministério da Fazenda.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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