Por volta das 8h51 (Brasília UTC-3), o mercado cambial abriu a sessão desta quarta-feira (18) com atenção voltada para a chamada “Superquarta” — quando são aguardadas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos — e para a escalada do conflito no Oriente Médio, que pressiona os preços do petróleo.
Decisões de juros em foco
No Brasil, a maior parte dos agentes financeiros projeta um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passaria para 14,75% ao ano caso a redução seja confirmada, o que marcaria a primeira diminuição desde maio de 2024, após quase dois anos. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) tem a expectativa majoritária de manter os juros inalterados.
Impacto da guerra no Oriente Médio
O conflito, que já completa três semanas, mantém o Estreito de Ormuz como ponto central das tensões. Autoridades americanas informaram ter usado bombas de penetração profunda contra sistemas antiembarcação iranianos ao longo da rota, em ação que teria como objetivo reabrir o estreito — fechado por Teerã desde o início do confronto. A persistência dos ataques elevou os preços do petróleo, com riscos adicionais para a inflação global.
Por volta das 8h51 (Brasília UTC-3), o barril do tipo Brent subia 0,72%, cotado a US$ 104,16, e o WTI avançava 1,15%, a US$ 94,43.
Repercussões diplomáticas e operacionais
Na arena internacional, ao menos três países europeus recusaram o pedido dos EUA para enviar navios ao Estreito de Ormuz, e a França anunciou que não participaria da iniciativa, contrariando declaração prévia do presidente americano. Em paralelo, ataques a infraestrutura energética — incluindo incidentes no porto de Fujairah e a interrupção de operações no campo de gás Shah — reduziram significativamente a capacidade de produção de um dos maiores produtores da Opep, pressionando ainda mais o mercado de energia.
Efeitos domésticos e índices
No Brasil, o recente reajuste do diesel pela Petrobras, somado à alta do petróleo, aumentou custos de transporte e gerou ameaça de paralisação por parte de caminhoneiros. O Ministério da Justiça informou que a Polícia Federal investigará eventuais preços abusivos de combustíveis, e o Procon acompanha o tema.
No que diz respeito aos indicadores de mercado, o dólar acumula na semana -2,17%, no mês +1,27% e no ano -5,28%. O Ibovespa registra acumulado da semana de +1,55%, do mês de -4,44% e do ano de +11,97%.
Outras informações econômicas e de mercado
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), divulgado pela FGV, apontou queda de 0,24% em março, com recuo de 2,53% no acumulado de 12 meses. Em mercados internacionais, Wall Street fechou em alta: Dow Jones +0,10%, S&P 500 +0,25% e Nasdaq +0,47%. Na Ásia, as bolsas ficaram pressionadas pela guerra: Xangai -0,9%, CSI300 -0,7%, Hang Seng +0,1% e Nikkei -0,1%.
Em ação militar, Israel afirmou ter matado Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, em bombardeio noturno em Teerã; a informação não foi confirmada pelo governo iraniano.
Pesam nos mercados a incerteza sobre a duração do conflito e as decisões de política monetária esperadas hoje, que deverão guiar os próximos movimentos do dólar e das bolsas.
Com informações de G1




