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Produtores de Tupã comemoram recuperação após prejuízo no ano anterior
Produtores de abacate em Tupã (SP) registraram em 2026 uma safra considerada histórica, após sofrerem perdas significativas em 2025. Em uma área de 50 hectares com cerca de 5 mil árvores, a estimativa é colher aproximadamente 1.100 toneladas neste ano, mais do que o dobro da média de 500 toneladas verificada em safras anteriores.
O agricultor Jorge Manfré, que soma 30 anos de experiência no cultivo, relatou que nunca presenciou um resultado tão favorável. Em 2025, Manfré teve 95% da produção comprometida em função das condições climáticas adversas. Para 2026, a combinação de chuvas na medida certa e uma antecipação do período de colheita — que normalmente começa no fim de fevereiro — contribuiu para a recuperação.
Quase metade da produção prevista para este ano deve ser destinada à exportação, segundo os relatos dos produtores. Além do aumento no volume, comerciantes e agricultores apontam maior diversidade de tipos de abacate sendo colhidos na região.
O agrônomo Idoraldo Dassi Júnior atribuiu o desempenho positivo ao clima favorável, mas frisou a necessidade de atenção redobrada em manejo quando há excesso de chuva, que pode trazer riscos fitossanitários e exigir intervenções mais frequentes nas lavouras.
Com a ampliação da oferta, os produtores acompanham o mercado de perto, já que o crescimento na produção pode exercer pressão sobre os preços da fruta no curto prazo.

Outros agricultores da área também relatam resultados acima do esperado, sinalizando recuperação coletiva após o período de perdas em 2025. A reportagem foi exibida no programa Nosso Campo em 22/03/2026.
O cenário em Tupã reúne elementos climáticos favoráveis, aumento de volume e atenção ao manejo, enquanto os produtores se preparam para escoar parte da safra para mercados externos.




