A Volkswagen apresentou em São Paulo, nesta terça-feira (24 de março de 2026), a nova geração do Tiguan, que desembarca nas concessionárias em abril. O SUV passou por atualizações no desenho, no conjunto mecânico e nos equipamentos, mantendo porte comparável a modelos como GWM Haval H6, BYD Song Plus, Jeep Commander e CAOA Chery Tiggo 8.
Dimensões, interior e acabamento
Com 17 anos de trajetória no mercado brasileiro e mais de 65 mil unidades comercializadas, o Tiguan destaca ganho de espaço interno. O porta-malas tem capacidade de 459 litros e o banco traseiro é ajustável, permitindo ampliar a área de carga conforme a necessidade — recurso já adotado por alguns concorrentes. Entre os itens de série estão teto solar e acabamento em couro nas tonalidades preta e marrom, além de apliques que simulam madeira no painel.
Aerodinâmica e suspensão
Um avanço pouco visível, porém relevante, foi a melhora na aerodinâmica: o coeficiente de arrasto caiu de 0,33 para 0,28, o que reduz a resistência ao ar e contribui para maior eficiência em estrada. Na dinâmica, o modelo traz controle de suspensão DCC Pro1 com amortecedores adaptativos que agora têm controle separado de compressão e retorno e passam a adotar duas válvulas (antes havia uma), permitindo ajuste mais fino do comportamento da suspensão. A arquitetura mantém suspensão dianteira tipo MacPherson e traseira multi-braço, sobre a plataforma MQB Evo. O Tiguan também incorpora diferencial eletrônico para distribuir força entre as rodas.
Tecnologia e assistência
O novo Tiguan amplia os recursos de assistência e automação. Entre as funcionalidades, há alerta de ponto cego, câmera 360 graus, alerta de colisão com frenagem autônoma, controle de cruzeiro adaptativo e reconhecimento de placas que informa o motorista. São seis airbags. O sistema de estacionamento automático capaz de entrar e sair de vagas de forma totalmente autônoma, inclusive a até 50 metros de distância e com memorização de até cinco vagas, existe, mas não estará disponível no Brasil.
A tração integral 4Motion foi atualizada com novo gerenciamento e acoplamento traseiro, funcionando como tração sob demanda — em condições normais, o carro opera com tração dianteira e aciona o eixo traseiro quando necessário.
Iluminação, conectividade e conforto
Os faróis adotam o sistema IQ Light HD Matrix, com destaque para a iluminação adaptativa e capacidade de manter farol alto sem ofuscar outros veículos; o material de divulgação também menciona quase 39 mil LEDs e fluxo de mais de 750 lumens nos faróis. A central multimídia traz tela de 15 polegadas (prevista para o Brasil) e o painel de instrumentos é digital, com 10,25 polegadas; há ainda um novo head-up display. O veículo estreia assistente de voz integrado ao ChatGPT e modo “Atmosfera” para ajustar iluminação e som. Segurança e conveniência incluem carregamento wireless de 15 W com refrigeração, USB-C de 45 W, alavanca de câmbio deslocada para a coluna, bancos com ajustes elétricos, sistema de massagem com 10 câmaras, ventilação e aquecimento.
Motorização
O motor é o conhecido 2.0 turbo da família EA888, na nova geração Evo 5: quatro cilindros, dois litros, 272 cv e 35,7 kgfm de torque, com aceleração de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. O consumo homologado pelo Inmetro é de 8,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada; o Tiguan será ofertado apenas com gasolina. A transmissão é automática de oito marchas da Aisin, compartilhada com o Atlas. Versões híbridas existem na Europa, mas, por ora, não serão oferecidas no Brasil, já que a montagem dos sistemas híbridos no México ainda não ocorre.
Detalhes adicionais sobre dirigibilidade e ficha técnica completa foram informados pela Volkswagen e serão tema de reportagem posterior.
Com informações de G1




