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sexta-feira, outubro 16, 2026

Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor, alvo da Operação Fallax da Polícia Federal

Rafael Góis, sócio e diretor executivo do Grupo Fictor, foi alvo de mandados da Polícia Federal na manhã de quarta-feira, 25 de março de 2026, no âmbito da Operação Fallax, que investiga fraudes bancárias. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao executivo na cidade de São Paulo. O ex-sócio Luiz Rubini também teve mandado expedido na capital paulista.

A Fictor, conglomerado com atuação em alimentos, serviços financeiros, infraestrutura, energia e mercado imobiliário, havia solicitado recuperação judicial em fevereiro para a Fictor Holding e a Fictor Invest, empresas que concentram participações e operações financeiras do grupo. Segundo o pedido, as dívidas somam cerca de R$ 4 bilhões e a empresa pediu 180 dias de suspensão de cobranças e bloqueios, com intenção de quitar os débitos sem deságio. A companhia informou que as demais subsidiárias não seriam afetadas.

Formado em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, com conclusão em 2000, Góis declara em seu perfil no LinkedIn ter iniciado no mercado financeiro aos 16 anos. Ele está à frente da Fictor desde a fundação, em 2007, período em que conduziu a expansão do grupo a partir de um negócio voltado originalmente à tecnologia para logística e gestão empresarial. A partir de 2013, o grupo passou a diversificar investimentos e, entre 2024 e 2025, abriu unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo.

O grupo voltou a ganhar destaque no final do ano passado, após a tentativa de aquisição do Banco Master. Um consórcio liderado por um dos sócios do grupo anunciou proposta para comprar a instituição financeira de Daniel Vorcaro em novembro, mas o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco um dia após o anúncio, suspendendo a operação. A Fictor atribuiu à decisão do Banco Central e às “especulações” no mercado um efeito direto sobre sua imagem e sua liquidez, segundo nota divulgada pela empresa.

A Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal, investiga um suposto esquema de fraudes contra a Caixa Econômica Federal que, conforme a PF, pode ter movimentado mais de R$ 500 milhões. Além das buscas, foram cumpridos 43 mandados e decretadas 21 prisões preventivas em operações realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Até o início da manhã desta quarta, ao menos 13 pessoas haviam sido presas. A investigação aponta que funcionários de instituições financeiras eram cooptados para inserir informações falsas em sistemas bancários, permitindo saques e transferências ilegais, com posterior ocultação dos recursos por meio de empresas de fachada, bens de luxo e criptoativos. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 47 milhões em bens e a quebra de sigilos bancário e fiscal de diversas pessoas e empresas.

As ações da Polícia Federal ocorrem enquanto o Grupo Fictor enfrenta o processo de recuperação judicial e as consequências do episódio envolvendo o Banco Master.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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