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sexta-feira, outubro 16, 2026

Americanas pede encerramento da recuperação judicial após cumprimento do plano

A Americanas protocolou na Justiça, nesta quarta-feira (25), um pedido para encerrar o processo de recuperação judicial que vinha tramitando contra a companhia e outras empresas do grupo. Segundo a varejista, a solicitação foi apresentada depois do cumprimento das obrigações previstas no plano aprovado pelos credores, dentro do prazo legal de até dois anos contados a partir da homologação.

O pedido foi levado à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e abrange todas as controladas que também estavam sob o regime de recuperação judicial. Caso seja aceito pela Justiça, o movimento marcará o fim de uma etapa da grave crise enfrentada pela empresa desde 2023, quando uma fraude contábil resultou em um passivo superior a R$ 50 bilhões.

Na avaliação da própria Americanas, o protocolo indica que a companhia superou a fase mais aguda da crise financeira deflagrada em janeiro de 2023, mas a conclusão formal depende da homologação judicial do pedido. A empresa informou que continuará comunicando o mercado sobre os próximos passos e decisões relacionadas ao processo.

Imagens divulgadas durante o período de crise mostraram consumidores em filas nas lojas, incluindo registro de clientes em frente a unidades no Salvador Shopping.

Relembre o caso

O colapso teve início em 11 de janeiro de 2023, quando a Americanas revelou inconsistências em lançamentos contábeis que, inicialmente, foram estimadas em quase R$ 20 bilhões. Na sequência, Sergio Rial — que assumira a presidência após a saída de Miguel — deixou o comando da empresa após apenas nove dias. A notícia motivou uma forte reação dos investidores: as ações chegaram a cair cerca de 80% em um único pregão.

No dia 19 de janeiro de 2023, a empresa pediu recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro e teve seus papéis suspensos na B3. A primeira versão do plano de recuperação foi apresentada em março daquele ano, mas apenas em 19 de dezembro o plano recebeu aprovação dos credores, cerca de 11 meses depois.

O documento final de recuperação registrou uma dívida total superior a R$ 50 bilhões, que incluía um passivo trabalhista de R$ 82,9 milhões e um impacto de fraude contabilizada em R$ 25,2 bilhões até o fim de 2022. O processo também contou com um aporte de R$ 12 bilhões realizado pelos acionistas de referência — Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles.

A Americanas aguarda agora a análise judicial do pedido de encerramento e afirmou que seguirá informando o mercado sobre os desdobramentos do caso.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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