O ator Ryan Gosling afirmou recentemente que a tarefa de preservar as salas de cinema cabe à indústria, e não ao público. A declaração ocorreu durante uma aparição surpresa em uma sala de Nova York na noite de estreia do seu novo filme ‘Devoradores de Estrelas’ (Project Hail Mary).
Segundo relato da Variety, Gosling disse que recebeu o manuscrito do projeto seis anos atrás e classificou o filme como “o projeto mais ambicioso” de sua carreira. Em discurso ao público presente, ele afirmou: “Recebi o manuscrito há seis anos. É o projeto mais ambicioso que já fiz; parecia impossível, mas era bom demais para não tentar. Seis anos depois, conseguimos. Aqui estamos, todos de volta aos cinemas. Não é trabalho de vocês mantê-los abertos, é nosso trabalho criar coisas que façam valer a pena sair de casa”.
O comentário destaca a preocupação de Hollywood com a recuperação das bilheterias após a pandemia. A indústria ainda não alcançou o pico pré-COVID de US$ 11 bilhões em arrecadação doméstica, e estúdios e exibidores acompanham atentamente o desempenho dos lançamentos.
Antes de deixar a sala, Gosling animou os espectadores com outra fala sobre o filme: “Vocês estão prestes a viajar para outra galáxia, fazer um amigo alienígena e salvar as estrelas. Este filme é para vocês. Aproveitem a viagem!”.
Em termos de recepção crítica, ‘Devoradores de Estrelas’ alcançou a maior avaliação da carreira de Gosling no site Rotten Tomatoes, conforme divulgou a imprensa especializada. A produção já estreou e está em cartaz nos cinemas.
A trama segue o professor de ciências Ryland Grace, que desperta a bordo de uma nave espacial sem memória de sua identidade ou missão. Com o retorno gradual de suas lembranças, ele percebe que é a última esperança da humanidade para investigar e solucionar uma substância misteriosa que está apagando o Sol.
O filme, levado por Gosling ao público em sua estreia em Nova York, volta a colocar em evidência o debate sobre como atrair espectadores às salas físicas em um cenário marcado pelo crescimento do streaming e pela lenta recuperação das receitas de bilheteria.
Com informações de Uberlandianofoco




