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sexta-feira, outubro 16, 2026

Guerra contra o Irã completa 30 dias e deixa destruição civil e isolamento dos EUA

TRANSMISSÃO: Globo

Conflito entra no 30º dia com alto custo humano e impacto global

A ofensiva iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã completa 30 dias neste sábado (28), segundo balanço que aponta uma grave crise humanitária e repercussões internacionais. O que foi anunciado pela Casa Branca como uma “operação cirúrgica” para desarticular o governo iraniano transformou-se em um confronto prolongado que já deixou cerca de 37.000 vítimas entre mortos e feridos.

Dados citados por organizações de socorro e autoridades locais indicam que 73% dessas vítimas estão em solo iraniano. O Crescente Vermelho e representantes regionais informaram que, no período de um mês, 1.943 iranianos foram mortos. No Líbano, 1.118 pessoas perderam a vida. Do outro lado do conflito, morreram 13 estadunidenses e 23 israelenses.

As operações militares atingiram mais de 60.000 estruturas, incluindo 241 unidades de saúde e milhares de residências. Entre as vítimas civis, há mais de 200 crianças iranianas registradas como mortas desde o início dos ataques.

Segundo o relato dos acontecimentos, a escalada teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram centenas de toneladas de bombas sobre Teerã, resultando na morte do líder supremo Ali Khamenei e de parte da cúpula do governo iraniano. Em resposta, o Irã desencadeou ataques contra bases estadunidenses e contra território israelense.

Além do efeito humano, a guerra já afeta a economia global. O preço do barril de petróleo subiu de US$ 70 para US$ 110. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã reduziu o tráfego de navios em 97% e ampliou os custos de alimentos e fertilizantes em escala mundial. Há também relatos de risco à infraestrutura de cabos submarinos no Golfo Pérsico.

No cenário político interno iraniano, a ascensão de Mojtaba Khamenei ao poder — filho de Ali Khamenei — provocou reações em Washington. O presidente Donald Trump qualificou a sucessão como um “grande erro” e afirmou que a liderança de Mojtaba era “inaceitável”, medidas que não alteraram a continuidade das políticas de defesa adotadas pelo conselho iraniano.

O conflito expandiu-se para o Líbano, onde já morreram mais de 1.100 pessoas. Militarmente, os EUA confirmaram pelo menos 13 perdas entre seus militares, contabilizadas entre combates e acidentes operacionais, enquanto o Irã reportou o assassinato de pelo menos 16 autoridades de alto escalão.

Diplomaticamente, a iniciativa de Washington tem resultado em isolamento diante de aliados europeus que recusaram o envio de tropas, e em tensões com parceiros no Pacífico após o deslocamento de sistemas de defesa aérea para o Oriente Médio.

As hostilidades e as tentativas de negociação coexistem no relato oficial, com propostas de paz sendo apresentadas enquanto os bombardeios continuam, postura que persiste sem consenso entre as partes envolvidas.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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