A cotação do petróleo subiu novamente diante da escalada do conflito no Oriente Médio e alcançou a casa dos US$ 115 por barril, enquanto a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que o abastecimento de diesel no Brasil está garantido até o final de abril.
O barril de Brent chegou a US$ 115 (cerca de R$ 602,2) nesta segunda-feira (domingo, 29, no horário de Brasília). A referência norte-americana West Texas Intermediate (WTI) para entrega em maio subiu 3,50%, sendo cotada a US$ 103,13 (aproximadamente R$ 540) poucos minutos após a abertura dos mercados asiáticos. O Brent do Mar do Norte avançou 2,98%, para US$ 115,93 (cerca de R$ 607,12).
O aumento das cotações é atribuído ao conflito no Oriente Médio, que permanece sem previsão de término. Não é a primeira vez que o Brent alcança ou supera os US$ 115 desde o início das hostilidades: em 19 de março, contratos futuros do Brent chegaram a US$ 114,45 por barril após ataques a reservas de energia na região.
No Brasil, a alta internacional reflete nos preços domésticos, sobretudo no diesel. Dados da ANP mostram que, na sexta-feira (25), o preço médio do litro do diesel nos postos brasileiros subiu 2,62% em uma semana, sendo comercializado a R$ 7,45.
Contexto militar e diplomático
Em paralelo às oscilações do mercado, o Irã declarou estar pronto para reagir a um possível ataque terrestre dos Estados Unidos, acusando Washington de preparar uma ofensiva por terra enquanto mantém diálogo sobre negociações. A declaração ocorre em meio a esforços diplomáticos na região: países se reúnem no Paquistão para tentar encerrar o conflito.
Os Estados Unidos enviaram milhares de fuzileiros navais ao Oriente Médio; o primeiro de dois contingentes chegou na sexta-feira (27) a bordo de um navio de assalto anfíbio, segundo o Exército americano. O jornal Washington Post informou que o Pentágono se prepara para operações terrestres no Irã, que poderiam incluir ações de forças especiais e tropas convencionais, mas não há confirmação de que o presidente Donald Trump tenha autorizado o plano. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem atingir seus objetivos sem tropas em solo, mas que o envio de forças amplia as opções do governo.
O conflito teve início em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e se espalhou rapidamente pela região. O Paquistão atua como mediador e sedia negociações neste domingo; no sábado, o primeiro-ministro paquistanês conversou com o presidente iraniano, e o chanceler paquistanês se reuniu com representantes da Turquia e do Egito. Também há contatos militares, com o chefe do Exército do Paquistão em diálogo com o vice-presidente dos EUA, JD Vance.
A Turquia e outros países trabalham em proposta para reabrir o Estreito de Ormuz, medida considerada importante para reduzir tensões. Recentemente, os EUA apresentaram um plano de cessar-fogo com 15 pontos, incluindo a reabertura do estreito e limites ao programa nuclear iraniano; o Irã rejeitou a proposta e apresentou suas próprias condições.
Enquanto as negociações seguem, os confrontos continuam. Neste domingo (29), a fabricante de insumos agrícolas Adama informou que sua unidade Makhteshim, no sul de Israel, foi atingida por um míssil iraniano ou por destroços de míssil, sem registro de feridos.
Com informações de G1




