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domingo, outubro 25, 2026

Cinco curiosidades sobre o cacau: de afrodisíaco a probiótico

O chocolate, alimento amplamente consumido e símbolo tradicional da Páscoa, tem origem em uma fruta com história e características pouco conhecidas pelo público. O cacau é utilizado pelo ser humano há mais de 9.400 anos e mantém importância cultural e econômica em várias regiões. O Brasil, atualmente, ocupa o sexto lugar entre os produtores mundiais da fruta.

A seguir, cinco fatos sobre o cacau apurados pelo G1, que explicam desde aspectos históricos até propriedades nutricionais e o processo que transforma a semente em chocolate.

1. Afrodisíaco
O consumo de chocolate está associado à estimulação da produção de óxido nítrico, substância com efeito vasodilatador que facilita o fluxo sanguíneo para áreas erógenas, incluindo órgãos sexuais. O cacau contém compostos como metilxantina, ácidos graxos e aminas biogênicas, que exercem ação psicoativa e neurológica, modulando neurotransmissores ligados ao equilíbrio emocional, à sensação de tranquilidade e à saciedade.

2. A semente “sangra” na fermentação
Durante a fermentação da fruta, a semente do cacau libera um líquido de coloração violeta — processo descrito popularmente como a semente “sangrar”. Nesse estágio, a semente sofre alterações e é chamada de amêndoa. Depois de seca em estufa, essa amêndoa é descascada para extrair o produto conhecido como nibs, que é posteriormente derretido para a produção do chocolate.

3. Presente divino em diferentes culturas
Entre antigas civilizações andinas — como olmecas, toltecas e maias — o cacau era reservado a elites, sendo consumido por reis, sacerdotes e líderes militares. No Brasil, povos como os yanomamis consideram o cacau um “alimento dos deuses”. Algumas comunidades, como os iecuanas, utilizam a casca do cacau em chá para fortalecer pessoas debilitadas, prática para a qual não há comprovação científica.

4. Propriedades probióticas
O cacau abriga ao menos 150 microrganismos envolvidos em sua fermentação, muitos dos quais permanecem vivos após a transformação em chocolate. Essas bactérias podem contribuir para o metabolismo e para a formação de substâncias e enzimas que atuam na prevenção de doenças. O consumo de chocolate também está associado à melhora do humor, redução da ansiedade e prevenção do envelhecimento, benefícios mais presentes em produtos com maior teor de cacau.

5. “Chocolate amargo” é termo inadequado
Especialistas consultados afirmam que classificar chocolate como “amargo” é incorreto, já que o amargor é considerado um defeito sensorial. O termo mais adequado é “intenso”, usado quando a proporção de cacau é maior que a dos demais ingredientes. Chocolates rotulados como “amargos” costumam ter, no mínimo, 50% de cacau e são considerados mais saudáveis em comparação com versões ao leite ou brancas, que contêm mais açúcar e gorduras. Produtos com maior percentual de cacau oferecem mais propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, além de serem fontes de vitaminas do complexo B e minerais como magnésio e potássio.

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Essas características mostram a diversidade de aspectos do cacau, desde seu valor simbólico em diferentes culturas até efeitos fisiológicos e detalhes do processamento que levam ao chocolate consumido mundialmente.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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