Ações europeias mantêm estabilidade antes da divulgação de indicadores de inflação
As bolsas europeias pouco oscilaram nesta segunda-feira (30), enquanto investidores aguardavam dados locais de inflação e acompanhavam os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados. O índice pan-europeu STOXX 600 estava estável em 574,98 pontos às 08h09 (Brasília UTC-3).
O setor de defesa registrou as maiores perdas, com recuo de 0,8%. Entre os motivos que mantêm os operadores cautelosos estão as leituras do CPI e do HICP da Alemanha, programadas para mais tarde no dia, consideradas relevantes para avaliar os efeitos do conflito sobre a maior economia europeia.
O confronto no Oriente Médio levou a um aumento significativo nos preços do petróleo, elevando temores de pressões inflacionárias. Como consequência, o STOXX 600 segue a caminho de sua maior queda mensal desde março de 2020. Em meio à escalada do conflito, a milícia Houthi, do Iêmen e apoiada pelo Irã, disparou mísseis contra alvos em Israel, ampliando as preocupações sobre potenciais interrupções em rotas marítimas.
O preço do petróleo Brent superou US$ 115 por barril nesta segunda-feira. Em comentários públicos, o presidente do banco central francês, François Villeroy de Galhau, afirmou que o Banco Central Europeu está determinado a impedir que a inflação impulsionada pela energia se espalhe, mas avaliou ser muito cedo para debater calendários de eventuais aumentos de juros.
No âmbito corporativo, a operadora de torres INWIT caiu 3,1% após a Telecom Italia comunicar o encerramento de um contrato de longo prazo com a principal operadora de torres da Itália. Por outro lado, as ações da mineradora Rio Tinto listadas no Reino Unido subiram quase 5% depois que a empresa informou a retomada de operações em três dos quatro terminais portuários de minério de ferro em Pilbara, na Austrália Ocidental, após a passagem do ciclone tropical Narelle.

A retomada das operações em Pilbara ajudou a impulsionar o índice FTSE 100 de Londres, que avançou 0,2%.
As negociações continuaram marcadas pela incerteza sobre a evolução do conflito e seus efeitos sobre os preços de energia e a inflação, enquanto o mercado aguarda os dados oficiais de preços ao consumidor na Alemanha.
Com informações de G1




