Até a manhã de segunda-feira (30), o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) dos Correios contabilizou 2.347 adesões por parte de funcionários da estatal, informou a própria empresa. O número está muito aquém da meta anunciada, que previa a saída de 10 mil empregados ainda neste ano, com projeção adicional de 5 mil em 2027.
O PDV é um mecanismo em que a companhia oferece incentivos para que trabalhadores aceitem deixar a organização por vontade própria, funcionando como um acordo entre as partes e buscando reduzir custos e reestruturar o quadro sem demissões compulsórias.
Prorrogação do prazo
Na sexta-feira (27), os Correios estenderam o período de adesão ao programa até 7 de abril. Inicialmente, o encerramento estava previsto para terça-feira (31). Segundo a estatal, a prorrogação tem o objetivo de dar “mais tempo e segurança” para que os empregados avaliem as mudanças nas condições de assistência médica oferecidas, entre elas a ampliação regional do Plano Família da Postal Saúde.
O PDV integra o amplo processo de reestruturação anunciado pelos Correios no fim de 2025, diante de uma crise financeira considerada histórica pela própria empresa. O conjunto de medidas inclui, além do desligamento voluntário, busca por empréstimos e revisões no modelo de negócios para tentar equilibrar as contas.
Apontado como um dos pilares dessa reestruturação, o PDV tem como objetivo reduzir o quadro de pessoal em até 15 mil funcionários até 2027. Apesar da meta ambiciosa, a adesão registrada até o fim de março permanece bem abaixo do esperado pela administração dos Correios.
Com a extensão do prazo até 7 de abril, a estatal espera que mais empregados tenham tempo para considerar as propostas e as mudanças relacionadas aos benefícios de saúde, o que pode influenciar no número final de participantes do programa.
Com informações de G1




