Aluno de 13 anos com diagnóstico de superdotação acumula aprovações e medalhas em olimpíadas
Quem: Lucca Fontes Aragão, aluno cearense cujo pai é professor de Matemática e a mãe, nutricionista.
O que: Após ser aprovado no vestibular da Universidade Estadual do Ceará (UECE) na licenciatura em Matemática, quando tinha 12 anos, Lucca segue com metas acadêmicas ambiciosas, entre elas ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e no Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Quando e onde: A aprovação na UECE ocorreu no ano passado; atualmente Lucca tem 13 anos e mora no Ceará.
Como: Em 2025, ele recebeu diagnóstico de superdotação após avaliação psicológica que apontou quociente intelectual (QI) de 136. No mesmo ano, ficou em 1º lugar no Nível 1 da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), com nota máxima, e conquistou medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Física (OBF) e na Olimpíada Brasileira de Informática (OBI).
No vestibular da UECE, Lucca obteve o 29º lugar no curso de licenciatura em Matemática, com 190 pontos. Em outra ocasião descrita pela família, durante uma prova após intensificação dos simulados, ele terminou a avaliação 1h30 (Brasília UTC-3) antes do tempo limite e foi aprovado em primeiro lugar com nota máxima naquele certame.
Por quê/planos: Entre os objetivos do estudante para 2026 estão manter bom desempenho na OBM, alcançar o top 3 na Olimpíada Cearense de Matemática (OCM) e se classificar para a Olimpíada Rioplatense de Matemática. No ano anterior, Lucca já havia recebido medalha de ouro e ficado como 1º suplente para a competição internacional.
Apesar da visibilidade, o estudante diz sentir timidez com a cobertura da imprensa: “Eu penso que é mais uma maneira de divulgar meus resultados, como reconhecimento”, comenta, e admite não ler as reportagens por vergonha. O pai, José Aragão, descreve o filho como “carinhoso, tranquilo e gente boa” e ressalta que, mesmo com comportamentos de pessoa mais velha, Lucca continua sendo uma criança que gosta de brincar, colecionar figurinhas do álbum da Copa do Mundo, viajar, jogar bola e ir à praia.
A família passou a desconfiar das altas habilidades durante o cursinho de preparação para o Colégio Militar, em 2023, quando Lucca se destacava nos simulados. Naquele ano ele não conseguiu a vaga desejada por problemas de administração do tempo entre as partes da prova; José assume parcela de responsabilidade pela estratégia familiar. No ano seguinte, com simulados mais frequentes, o jovem apresentou desempenho que levou à aprovação com notas elevadas.
Além da dedicação académica — estima-se que ele estude entre 10 e 12 horas por dia, entre aulas no Colégio Militar e como convidado na escola Farias Brito —, Lucca pratica esportes como futebol, tênis de mesa e jiu-jitsu, e demonstra facilidade em aprendizado motor e visão espacial. Especialistas citadas pela família destacam que pessoas com altas habilidades precisam de estímulos adequados e acompanhamento para desenvolver seu potencial, e os pais afirmam não pretender adiantar a série escolar para que ele viva cada fase da infância.
Com informações de G1




