Quem: O presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP), o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ministro André Mendonça.
O que e quando: Nos últimos dias, Alcolumbre informou a colegas no Congresso que, caso a pressão para instaurar um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes se tornasse insustentável, ele também autorizaria a abertura de um processo contra André Mendonça. A informação circulou após movimentações no Supremo ocorridas entre terça-feira (1º) e sexta-feira (4) de setembro de 2026.
Onde e como: A sinalização do presidente do Senado ocorreu no âmbito do Congresso Nacional e teve efeito de reduzir a tensão entre senadores. A iniciativa de Alcolumbre passou a ser considerada mais concreta depois que, na quinta-feira (3) à noite, Moraes encaminhou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um pedido para que a investigação sobre Mendonça fosse apurada.
Por quê: No pedido relacionado ao inquérito das Fake News, Alexandre de Moraes apontou indícios de crime de responsabilidade atribuídos a Mendonça e mencionou que Alcolumbre havia sido alvo de investigações. Esses trechos do documento foram interpretados por interlocutores como autorização implícita para a atuação do presidente do Senado.
Desdobramentos: Na sexta-feira (4), Fachin retirou do inquérito das Fake News o pedido feito por Moraes e determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o próprio André Mendonça se manifestem no prazo de cinco dias. Além disso, o presidente do STF transferiu os casos à Presidência da Corte, fazendo com que os dois inquéritos que envolvem Moraes e Mendonça passem a tramitar sob a condução de Fachin.
Antecedente relevante: Na terça-feira (1º), André Mendonça havia tornado público o relatório da Polícia Federal, elaborado por determinação sua, que revelou mensagens e contatos entre Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Acusações apresentadas por Moraes: No requerimento, Moraes afirmou que Mendonça teria usurpado atribuições policiais na condução de investigações, conduzido de modo irregular negociações sobre uma possível delação e direcionado apurações “por motivos pessoais e políticos”. O pedido cita, além de Mendonça, o nome de Davi Alcolumbre. Moraes invocou a Constituição Federal e o regimento do STF para sustentar que cabe a um órgão colegiado examinar eventual prática de crime comum por magistrados. Segundo o ministro, o relatório da PF indica ações de Mendonça que demonstrariam perda de imparcialidade.
Os movimentos no Supremo e a sinalização do presidente do Senado marcaram a semana, mantendo em curso as medidas determinadas por Fachin e deixando em aberto a possibilidade de abertura de processos de impeachment no Congresso.
Com informações de G1




